Acil destaca impacto negativo
A Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), crítica ferrenha do Camelódromo desde muito antes da inauguração, justifica que ''preza pela legalidade''. ''Sempre cobramos que o empreendimento tivesse os alvarás, seguisse as normas que toda empresa deve cumprir e que recebesse tratamento igual da Receita Estadual, Prefeitura e órgãos de fiscalização. Em um primeiro momento, nos preocupamos com aquela quantia de mercadorias ilegais. Se há uma lei para o Camelódromo e outra para os demais comerciantes, é uma concorrência desleal e a Acil vai se pronunciar'', explica Nivaldo Benvenho, presidente da Acil.
Ele considera que o impacto do Camelódromo e das galerias de perfil semelhante que surgiram depois foi muito negativo no comércio londrinense. ''As locadoras e lojas de CDs, por exemplo, desapareceram. Londrina foi chamada esses dias de 'capital da pirataria'. Isso é muito ruim para a imagem da cidade'', critica.
A Capital Discos, tradicional loja de CDs de Londrina, foi diretamente abalada pela pirataria. Segundo o gerente Aristides dos Santos Filho, a rede tinha cinco lojas. Hoje, tem apenas uma. ''Ainda comercializamos CDs, mas é algo irrisório. Representa só uns 5% das vendas. Ampliamos o leque de produtos para confecção, instrumentos musicais, artigos de presentes'', explica Santos.
''A mentalidade do consumidor é que CD não é mais um presente. Pela durabilidade e pelo investimento que é feito em cima dele, é até um produto barato. Mas isso não é considerado pelo consumidor, que prefere comprar o produto pirata'', lamenta. ''Tirando as magazines, Londrina tinha 12 lojas de CDs. Hoje, só sobrou a gente.'' (F.G.)





