Acil acha que reserva gera preconceito
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Jose' Augusto Rapcham, não concorda com a proposta de criação de cotas para negros no mercado de trabalho. ''Já existe uma lei que proíbe a discriminação. Se não há discriminação e também não há negros trabalhando, é porque não houve procura por trabalho por parte dessas pessoas. As cotas vão gerar um preconceito ainda maior'', opinou.
Para ele, as maiores vítimas do possível sistema de cotas serão os próprios afrodescendentes. ''Eles (os negros) não ficarão confortáveis em seus ambientes de trabalho'', disse.
O vice-presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Londrina, Manoel Teodoro da Silva, disse que o preconceito contra negros não é evidente nas relações de trabalho entre comerciários e seus patrões. ''Pode ser que a discriminação seja velada'', comentou, lembrando que no comércio do centro, dos bairros e nos supermercados, há bastante afrodescendentes trabalhando. ''Mas não sei dizer se essa quantidade é suficiente'', ressaltou.
Sobre o projeto das cotas, Silva afirmou não conhecer detalhes da idéia. ''Mas se a procuradoria já avaliou, com certeza vai contribuir. Minha única dúvida é que a reserva gere mais preconceito.'' ®MD77¯(C.A.) ®MDNM¯





