Acidentes provocados por animais revoltam comunidade
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terça-feira, 13 de janeiro de 2015
Diego Prazeres<br> Reportagem Local 
Londrina - Moradores da Usina Três Bocas (Zona Sul de Londrina) interditaram um trecho da Rodovia João Alves da Rocha Loures, a poucos quilômetros da Penitenciária Estadual de Londrina 2 (PEL 2), no final da tarde de ontem, em protesto contra os acidentes ocasionados por animais que volta e meia invadem as duas pistas da via.
A gota dágua foi a morte de um menor de 16 anos que colidiu sua motocicleta contra um cavalo na madrugada de domingo quando voltava de uma festa de aniversário para casa. O protesto ocorreu próximo ao local do acidente. Os manifestantes interromperam o tráfego nos dois sentidos ateando fogo em pneus.
Um primo da vítima contou que conhece pelo menos seis pessoas na região que também se envolveram em acidentes com animais naquela rodovia. Moradora na Usina Três Bocas, a bacharel em Direito Gisele Fernanda disse que no ano passado dois primos dela também se acidentaram quando a moto em que estavam colidiu com um cavalo solto. Eles sofreram diversas escoriações.
Os moradores cobram da prefeitura uma fiscalização rigorosa para identificar os donos dos cavalos e controlar o manejo de forma a evitar que os animais fiquem soltos. "Não aguentamos mais ver tantos acidentes por causa de animais soltos na pista. É uma situação que acontece quando vamos para o trabalho e voltamos para casa. Os donos nunca aparecem", questionou Gisele Fernanda.
A Secretaria do Meio Ambiente (Sema) afirmou que tem feito apreensões rotineiras em todas as regiões da cidade, mas reconheceu que a situação é "difícil" porque a quantidade de animais abandonados às margens das vias públicas "é muito grande".
O setor de fiscalização informou que de outubro a dezembro do ano passado foram recolhidos 63 cavalos por uma empresa terceirizada responsável pela captura e guarda dos animais. Os donos têm dez dias para procurar a Sema e retirá-los do pasto mediante pagamento de multa de R$ 60 e uma diária de R$ 5,53. Ao final do prazo, os animais são doados a pequenos ruralistas do município que tenham propriedades de até dez hectares.


