Curitiba - O número de acidentes nas rodovias federais que cruzam o Paraná cresceu em 2011 5,6% na comparação com o total de registros de 2010. A quantidade de mortes subiu 2% e o total de feridos aumentou 8,2%. Segundo os dados divulgados ontem pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), no ano passado ocorreram 22.152 acidentes, com 9.557 feridos levemente, 2.818 feridos gravemente (12.375 no total) e 738 mortes. Os números são superiores aos do ano anterior - 20.979 acidentes, 8.749 feridos sem gravidade, 2.685 feridos com complicações (11.434 no total) e 723 mortes.
De acordo com o inspetor Schneider, chefe da Seção de Policiamento e Fiscalização da PRF no Estado, uma série de fatores contribuíram para este crescimento. Desde o aumento no número da frota de veículos do Estado à imprudência dos motoristas. ''Em 95% dos acidentes a falha é humana. Quer dizer, são casos que poderiam ter sido evitados. Além disso, não podemos descatar que a quantidade de carros nas cidades e nas rodovias aumenta consideravelmente a cada ano. Com isso a possibilidade de termos novas ocorrências aumenta'', explica.
Outro motivo de preocupação , destaca Schneider, são os acidentes envolvendo motociclistas. Segundo os números da PRF, 21% dos mortos e 30% dos feridos nos acidentes de 2011, estavam em motocicletas. ''O número de acidentes com motociclistas vem crescendo a cada ano e preocupa. Portanto, quem anda de moto deve redobrar a atenção porque os números mostram este aumento expressivo de ocorrências'', disse.

Perímetro urbano
Segundo a PRF, a maior parte dos mais de 22 mil acidentes registrados nas rodovias federais do Paraná ocorreram em trechos de perímetro urbano. O inspetor Schneider destaca alguns deles: BR-476 (que cruza Curitiba e é conhecido como Linha Verde), BR-376 (São José dos Pinhais - no sentido SC), BR-376 (no trecho entre Sarandi e Maringá), BR-369 (perímetro urbano de Londrina), BR-277 (nas proximidades de Foz do Iguaçu) e BR-467 (perímetro da cidade de Cascavel).
''Nos centros de maior movimentação ocorrem os acidentes de maior gravidade. Muitos motoristas não respeitam a sinalização, são desatentos. Outros andam rápido demais onde não se deve ou muito lentamente para determinado trecho. Isso tudo contribui para que tenhamos as ocorrências'', afirmou. ''Além disso, nenhum motorista pode abrir mão de qualquer item de segurança do seu carro. Seja cinto de segurança, luz de freio, etc., tudo tem que estar funcionando. Isto pode ser decisivo para salvar uma vida'', completou o inspetor.

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