Alta velocidade, manobras perigosas, álcool e impunidade. A soma disso tudo dá em estatísticas de mortos e feridos dignas de uma guerra cotidiana. Os acidentes de trânsito estão custando ao País R$ 4,5 bilhões, o suficiente para construir 400 mil casas populares.
Esses números, José Roberto Souza Dias tem de cor. Secretário-executivo do Grupo Executivo de Redução de Acidentes de Trânsito (Gerat), vinculado à Casa Civil da Presidência da República), ele insiste que a ‘‘doença’’ do trânsito pode ser prevenida e curada.
Às vésperas da sanção do novo Código Nacional de Trânsito, com mais de 300 artigos, Dias aposta no resultado do que considera a maior campanha de ‘‘educação pelo bolso’’ já vista no País.
Ele diz que é preciso mexer nas ‘‘estruturas do trânsito’’ para que o novo código não seja sinônimo de mais corrupção. ‘‘Eu diria que a impunidade é uma das principais causas de acidentes. Funciona como uma jurisprudência às avessas: ninguém é punido, então ninguém tem medo de ser punido. Eu sei que cadeia não resolve, mas a perspectiva de cadeia é fundamental’’, afirma.
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