Curitiba- Os acidentes de trabalho ocorridos nas empresas públicas e privadas do Brasil estão na mira do Ministério da Previdência e da Assistência Social. Em todo o País, foram registrados no ano passado 390.180 acidentes de trabalho. O índice é 0,6% superior ao ano de 2003, quando foram registrados oficialmente 387.905 acidentes. Deste total, 3,3% dos trabalhadores foram enquadrados no regime previdenciário de incapacidade permanente para o trabalho e 0,66% morreram por causa dos acidentes registrados.
A maioria dos acidentes é registrada dentro dos ambientes de trabalho (82,6%). Doze por cento dos acidentes acontecem no trajeto entre a residência do contribuinte e o local de trabalho e os outros 5,4% são consideradas doenças de trabalho. Entre as doenças e os acidentes mais comuns, estão: cólera, transtornos no globo ocular, cegueira e visão subnormal, perda de audição, asma, queimaduras, gota, lesão do ombro, ferimento na cabeça, traumatismo dos nervos cranianos, fratura do fêmur e amputação traumática da perna.
No Paraná, o aumento no número de acidente foi ainda maior. Em 2003, foram registrados 28.862 acidentes de trabalho no Estado, sendo que 85,8% foram considerados típicos (dentro do ambiente de trabalho), 10,9% foram elencados como acidentes de trajeto e 3,3% são doenças de trabalho. Em 2002, foram 27.477 acidentes de trabalho. Se comparado o ano passado com o de 2002, o número de acidentes aumentou em 4,8%.
''Os índices de acidentes de trabalho no Paraná são alarmantes. Temos que unir os organismos de fiscalização e evitar que os trabalhadores sejam explorados e tenham que ser penalizados por conta da falta de prevenção'', disse ontem o delegado regional da Delegacia do Trabalho do Paraná, Geraldo Serathiuk. O assunto está sendo discutido no Hotel Bourbon, em Curitiba, desde segunda-feira, no Seminário ''Acidente de Trabalho - Trabalho, Saúde e Qualidade de Vida''.

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