Acidentes com trens já são frequentes
Curitiba - Este não foi o único acidente envolvendo descarrilamento de trens este ano no Paraná. Em abril deste ano, uma composição carregada com combustíveis em Ortigueira (113 km ao sul de Apucarana) descarrilou dentro de uma reserva indígena considerada como área federal. Duas locomotivas e 18 vagões que estavam carregados com óleo diesel, álcool e açúcar se incendiaram. Cerca de 300 mil litros de combustível foi consumido pelas chamas.
Em março, um acidente na Serra do Mar, entre as estações de Roberto Costa e Porto de Cima, na localidade de Morretes, provocou o descarrilamento de três locomotivas e 36 vagões carregados com soja, farelo e milho. Das 1,8 mil toneladas de grãos que estavam sendo transportadas, cerca de 360 toneladas caíram à margem do rio Caninana e parte desse volume foi para as águas. O trecho foi interditado por 24 horas.
Três acidentes envolvendo trens e veículos fizeram parte das graves estatísticas da ALL nos municípios paranaenses. No dia 14 de julho, um acidente grave na zona rural de Lapa provocou a morte de Natálio Alberti Neto, de 74 anos, que conduzia uma caminhonete F-350 e que bateu num trem da ALL na localidade do Rio da Várzea. No dia 10 de junho deste ano, o auxiliar de manutenção da ALL, Joelson da Cruz, de 30 anos, morreu durante uma manobra de uma locomotiva em Paranaguá, no litoral paranaense.
No dia 19 de junho, um outro acidente envolvendo um trem da ALL e um ônibus da Viação Nossa Senhora da Luz deixou 19 passageiros feridos. O motivo aparente do acidente era sinalização deficiente, sem sinais sonoros e com a iluminação de passagem de nível desligada.(L.P.)





