Arquivo FolhaO Bandeirante é o modelo mais antigo desenvolvido pela EmbraerUma classe especial de passageiros de avião vem surgindo, desde o final do ano passado, em decorrência dos últimos acidentes aéreos ocorridos no País. Mais temerosos, eles não deixaram de viajar, mas se tornaram mais atentos aos procedimentos de vôo, de segurança e até ao funcionamento da aeronave. Termos como reverso, turbina, relé e fuselagem foram incorporados ao vocabulário desses passageiros, que também tomaram consciência de que os aparelhos devem passar por manutenção e os tripulantes, por treinamento. ‘‘Com tantas reportagens sobre os acidentes, acabamos aprendendo alguma coisa, nem que seja pela própria sobrevivência’’, disse o vendedor Dênis Tavares Silveira Leal, 24, que viaja de duas a três vezes por mês entre São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador.
Outra que declarou se preocupar com a tripulação foi a analista de sistemas Sônia Cruz, 35. ‘‘Rezo para o piloto ser experiente, principalmente nas horas de aterrissar e decolar, que são as piores.’ Já a psicóloga Mônica Ramos Pinto, 26, disse que presta mais atenção às normas de segurança. ‘‘Não ligava tanto para isso antes, mas agora quero saber o que fazer no caso de uma emergência.’

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