Acidente provoca vazamento de óleo
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quinta-feira, 20 de maio de 2004
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Um acidente com um caminhão-tanque que carregava óleo para navios, ocorrido ontem pela manhã, provocou o vazamento de 25 toneladas de óleo na BR-376 no quilômetro 669, trecho que liga Curitiba a Santa Catarina. O caminhão da Transportadora T.R.R. Gricopel, de Joinville (SC), estava transportando a carga da distribuidora Shell, de Araucária, com destino a Itajaí (SC). O acidente provocou congestionamento de veículos, que chegou a dez quilômetros.
Houve uma colisão traseira que rompeu a tubulação do tanque de descarga do caminhão e provocou o vazamento da carga, que é considerada perigosa. A parte ao lado da pista é íngreme e acidentada e o óleo foi em direção ao Rio São João que, segundo a Defesa Civil, não chegou a ser atingido até o início da noite de ontem.
Cerca de 40 pessoas das equipes do Corpo de Bombeiros de Curitiba, de Guaratuba, técnicos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e a Polícia Rodoviária Federal trabalharam para conter o óleo. A preocupação era com a ocorrência de chuva, que certamente levaria o óleo até o rio, cenário que poderia agravar o acidente, segundo o tenente Maurício Genero, chefe da Divisão de Defesa Civl do Paraná.
As equipes fizeram vários diques de contenção no terreno, utilizando areia e também fizeram um buraco no solo para armazenar o óleo. Segundo o tenente Genero, o óleo derramado é altamente poluente e perigoso para o meio ambiente. Para evitar novos acidentes na pista, a empresa transportadora providenciou a colocação de cal na rodovia.
A transportadora também contratou uma empresa para fazer a sucção do óleo, trabalho que durou toda a noite. Foram necessários dois caminhões carregando bombas de sucção, informou o presidente do IAP, Rasca Rodrigues. Segundo ele, para crimes ambientais a responsabilidade sobre o acidente é compartilhada. Serão multados a transportadora, a empresa que vendeu a carga e quem comprou a carga.
Rodrigues adiantou que o IAP vem agindo com rigor em crimes ambientais e as empresas envolvidas nesse acidente não vão escapar da multa, cujo valor deve ser fixado em 20 dias.


