Pelo menos 22 taiwaneses, seis deles em estado grave, continuam internados nos hospitais de Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro. Eles ficaram feridos depois que o ônibus em que viajavam capotou, no fim da tarde de anteontem, num trecho da Rodovia Washington Luiz. O acidente deixou 37 feridos e cinco mortos - o guia turístico Cheng Lung Shing, de 59 anos, naturalizado brasileiro, Paul Jai, de 65 anos, Lee Andrew, Su Nancy, Chen Suzan. As famílias chegam hoje ao Brasil para reconhecer os corpos, para que eles sejam
liberados para serem transportados aos seus países de origem.
O grupo de cerca de 600 pessoas está no Brasil para o encontro mundial de taiwaneses, que ocorreu em São Paulo. Depois da reunião, o grupo se dividiu: metade seguiu para Foz do Iguaçu e a outra metade veio para o Rio. O acidente ocorreu depois que eles visitaram a cidade serrana de Petrópolis.
De acordo com o presidente da empresa de turismo do Estado, Turis-Rio, Sérgio Ricardo de Almeida, a maior dificuldade na identificação dos mortos é que o grupo não se conhecia. ‘‘Entre mortos e feridos há parentes, mas não podemos tirar uma pessoa do hospital para fazer o reconhecimento. Tivemos de recolher documentos no hotel, no Rio, para identificar os mortos, mas legalmente, eles não podem ser liberados sem o reconhecimento oficial de parentes’’, afirmou.
O motorista do ônibus de turismo, Paulo Roberto da Silva, de 55 anos, foi ouvido pela polícia. Ele contou que teria perdido a direção na agulha que liga a cidade à Rodovia Washington Luiz, e batido no meio-fio, o que fez o ônibus tombar. Silva garantiu que estava a 35 quilômetros por horas. Peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli recolheram o tacógrafo do ônibus, para determinar a real velocidade do veículo.
O dono da empresa de turismo que organizou a visita a Petrópolis, Marcelo Lemos, disse que a empresa não deve ser responsabilizada pelo acidente. ‘‘Somos responsáveis pelos passeios e pela contratação dos serviços de guias, mas todos os serviços são terceirizados. Contratamos os ônibus da Faça Turismo, que tem seguro e deve estar providenciando as indenizações’’, disse.
O médico Sam Weng, que estava no ônibus, disse que o acidente ocorreu porque o veículo estava em alta velocidade.

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