Consequência do acidente só não foi maior por causa da baixa velociodade das composições do metrô
Belo Horizonte - Um acidente envolvendo duas composições do metrô de Belo Horizonte deixou ontem 74 pessoas feridas, quatro em estado grave. Os vagões colidiram por volta das 8h40, em frente à plataforma de embarque e desembarque da estação 1º de maio, região Norte da capital mineira. Segundo o Corpo de Bombeiros, aproximadamente 300 pessoas estavam em um dos trens e 60 em outro. A maioria dos passageiros sofreu ferimentos leves e escoriações. Eles foram atendidos no Pronto-Socorro de Venda Nova, Hospital Odilon Behrens e Hospital João XXIII, todos na capital mineira.
O caso considerado mais grave é o do maquinista de uma das composições, identificado como Jackson Pereira, de 20 anos. Ele conseguiu saltar do trem momentos antes da colisão, mas sofreu traumatismo craniano e fraturas múltiplas no rosto. Segundo informações do Hospital João XXIII, até o final da tarde de ontem, o maquinista não corria risco de morte.
De acordo com testemunhas, o outro condutor também saltou do trem por uma janela. A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), empresa responsável pela gerência e operação do metrô, informou que a velocidade de um dos trens no momento do acidente era de 40 quilômetros por hora. A composição estava em processo de frenagem para o embarque e o desembarque de passageiros e o outro trem já estava parado, o que evitou uma tragédia.
O superintendente da CBTU em Belo Horizonte, José Francisco Lemos, disse que os primeiros depoimentos e sindicâncias levam a crer que houve ''falha humana''. Um dos maquinistas teria entrado na linha sem autorização ou o funcionário do controle de tráfego não teria informado o condutor de que um trem estava na estação.
O Sindicato dos Metroviários, contudo, disse que já havia alertado que a falta de sinalização eletrônica no trecho poderia provocar acidentes. Lemos afirmou que a sinalização eletrônica no trecho do acidente deverá estar concluída entre outubro e dezembro deste ano.
A empresa anunciou que instalou uma comissão de inquérito para apurar as causas e responsabilidades do acidente. Um relatório conclusivo deverá ser emitido em 15 dias. O Instituto de Criminalística realizou uma perícia no local.
Segundo a CBTU, esta foi a primeira colisão entre trens de passageiros ocorrida durante a circulação comercial do metrô, em 16 anos de operação. O trecho entre as estações São Gabriel-Vilarinho permaneceu interrompida durante todo o dia de ontem.

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