Tribuna de Guarulhos/Agência Estado
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Choque violentoDestroços do ônibus que colidiu com a carreta. O ônibus levava a equipe de ginástica do Flamengo para Curitiba Seis pessoas morreram e 15 ficaram feridas ontem em um acidente no quilômetro 203 da Via Dutra, em Arujá, sentido Rio de Janeiro-São Paulo. A rodovia ficou fechada em ambos os sentidos das 3 às 7h30 depois que uma carreta chocou-se com um ônibus e um caminhão. Sete integrantes da equipe de ginástica olímpica do Clube de Regatas Flamengo, do Rio de Janeiro, ficaram feridos, dois em estado grave.
O motorista Albino Godói Machado, que vinha com a carreta placa CGG 5084 de Joinville, sentido São Paulo-Rio, perdeu o controle do veículo, bateu em um ponto de ônibus vazio e cruzou a pista no sentido oposto. Nesse momento, um ônibus da Viação Penha, placa ADJ 7697, de Curitiba, que ía do Rio de Janeiro para Curitiba tentava ultrapassar um caminhão na pista Rio-São Paulo. Os dois veículos foram atingidos pela carreta.
Machado, o motorista do ônibus, José Alberto Gomes de Brito, e mais quatro passageiros morreram na hora. Outras 15 pessoas foram levadas para o Hospital Padre Bento, em Guarulhos, e Pronto-Socorros de Arujá e Vila Maria. O motorista do segundo caminhão, Wesley Reis, de 22 anos, nada sofreu. O congestionamento na Dutra chegou a 5 quilômetros.
Entre as 3h25 e 3h55, a pista sentido São Paulo-Rio de Janeiro ficou bloqueada entre os quilômetros 205 a 209 para que a polícia pudesse socorrer as vítimas. O trânsito foi desviado por ruas de Arujá e pela rodovia Ayrton Senna. O médico-legista José Augusto Calil, do Instituto Médico Legal de Guarulhos, afirmou que foram colhidas amostras de sangue e vísceras dos motoristas para verificar a existência de drogas ou álcool.
As sete pessoas da Delegação de Atletismo do Flamengo estavam no ônibus da Viação Penha a caminho de Curitiba para as provas seletivas dos Campeonatos Mundial - em agosto e setembro, na Suíça - e Panamericano - em julho, na Colômbia - de Ginástica Olímpica. A seletiva seria hoje e depois e foi suspensa pela Confederação Brasileira de Atletismo.
A técnica da equipe feminina, Georgette Vidor, de 39 anos, sofreu uma fratura na sétima vértebra torácica, que atingiu a medula, e está com paralisia dos membros inferiores. Ela foi transferida ontem mesmo do Hospital Padre Bento para o Hospital Albert Einstein, a pedido do Flamengo.
A situação da atleta Úrsula Flores, de 14 anos, é bastante crítica. Ela sofreu traumatismo craniano e ontem estava em coma induzido e respirando por aparelhos no Hospital Padre Bento. Ela também seria transferida para o Einstein.
Segundo o neurocirugião José Carlos da Silva, que tratou das duas, Úrsula ficará em observação por 72 horas, quando se poderá saber detalhes de possíveis sequelas. Georgette também ficaria em observação.
O assistente-técnico da equipe, Casimiro Soares, de 35 anos, ficou em observação no Padre Bento, com trauma facial. O técnico da equipe masculina, Luís Eduardo Andrade, de 34 anos, e o atleta Raoni Magalhães, de 18, também foram atendidos no hospital e liberados sem maiores problemas. A atleta Beatrice Hipólito, de 16 anos, fraturou os dois pés e foi operada no Pronto-Socorro de Vila Maria.
A atleta Daniele Hipólito, de 12 anos, saiu ilesa do acidente, apenas com escoriações. Ela contou que dormia na hora da colisão e foi acordada por um forte barulho. ‘‘O ônibus parecia uma sanfona’’, comentou, chorando.
A mãe de Daniele, Geni Matias Hipólito, saíra do Rio para Maringá cerca de uma hora depois da filha. As duas se encontrariam nas seletivas de Curitiba amanhã. ‘‘Eu vinha no ônibus de trás quando vi o tumulto na estrada’’, contou. Logo foi informada de que a filha estava bem.

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