Acidente mata casal e uma criança na PR-445
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sábado, 23 de abril de 2005
Vanessa Navarro<br>Reportagem Local 
O fim de semana começou com acidentes graves no trânsito de Londrina. No pior deles, ontem pela manhã, três pessoas de uma família de Primeiro de Maio (61 km ao norte de Londrina) morreram na colisão entre um Fiat Uno e um caminhão carregado de trigo, na rodovia PR-445. Pouco antes, no perímetro urbano, outro acidente deixou três feridos e destruiu parte de uma panificadora.
A colisão na PR-445 ocorreu por volta das 8 horas, no km 57, entre Londrina e Tamarana (62 km ao sul de Londrina). Um Fiat Uno que seguia na direção de Tamarana bateu de frente no caminhão em sentido contrário, quando ambos cruzavam a ponte sobre o Córrego dos Apertados. O motorista do caminhão, Valcir Ferreira, 39 anos, contou que chovia no momento do acidente e que viu o carro rodar na pista e invadir a outra pista. Eu estava a uns 80 km/h e o Fiat também vinha em velocidade normal. Ele rodou assim que entrou na ponte. Não tive como desviar, afirmou.
O motorista usou o freio de mão para controlar o caminhão, mas ainda assim arrastou o carro por mais de 100 metros. O Fiat foi guilhotinado. Se houvesse mais pessoas no carro, todas teriam morrido, disse o tenente do Corpo de Bombeiros de Londrina Wilson Oliveira Paulino, avaliando que faltou consciência de direção defensiva para evitar o acidente.
A polícia não conseguiu identificar as vítimas por meio de documentos, mas foi informada por familiares que os três ocupantes do veículo seriam Antônio Ribeiro Vaz, Maria Rodrigues Vaz e o neto do casal, Tiago Ribeiro Vaz Paulino.
Segundo a Polícia Militar (PM) de Primeiro de Maio, os três seriam moradores da zona rural do município e estariam viajando para São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba) para visitar parentes.
Também ontem, às 7 horas, um veículo Monza destruiu parte de uma panificadora na esquina das ruas Goiás e Mato Grosso (Centro de Londrina), depois de bater em uma van escolar. Segundo a instrutora de auto-escola Cintia Sugae Damaceno, que testemunhou o acidente, o Monza teria avançado o sinal vermelho na Mato Grosso e cruzado a Goiás em alta velocidade. Eu estava ao lado da van e por pouco não fui atingida também. O sinal já estava verde para nós, comentou.
O Monza avançou sobre a calçada e invadiu a frente da panificadora, estraçalhando as portas de vidro e derrubando parte do balcão do caixa, onde se encontrava a funcionária Marta Mantovani. Eu estava de costas e só deu tempo de levantar da cadeira. Por sorte, não me feri, observou. A motorista da van, Marlene Petecin, 64 anos, estava sozinha. Ela foi levada para o Hospital Evangélico com ferimentos médios. O Monza era conduzido por José Valdir Urbanzi, 21 anos, e levava um jovem de 17 anos. Ambos tiveram ferimentos leves.


