Acidente mata Calim Eid na rodovia Ayrton Senna
São Paulo, 16 (AE) - Um acidente na Rodovia Ayrton Senna matou às 14h45 de o empresário Calim Eid, amigo pessoal e tesoureiro de campanha do ex-governador e ex-prefeito de São Paulo, Paulo Maluf. A causa do acidente, segundo a Polícia Rodoviária Estadual, foi perda de controle do veículo, seguida de capotamento no canteiro da rodovia, no km 21, em Guarulhos. Eid voltava de Santo Antônio do Pinhal, sozinho, dirigindo um Citro$n azul.
Maluf soube da notícia à tarde, em Campos do Jordão, onde passava o fim de semana, e voltou imediatamente para São Paulo. "Era um homem de bem, um político sério, estou muito triste", disse o ex-prefeito.
Natural de Novo Horizonte (SP), Eid tinha 76 anos e era amigo de Maluf havia três décadas - intimidade manifestada nas ações políticas, invariavelmente em conjunto.
Confidente, amigo particular, Eid era um dos poucos a tratar Maluf por "Paulo", eliminando o reverencial "doutor", usado pela maioria. Não há passagem relevante na carreira política de Maluf que não tenha a participação do empresário, que foi chefe da Casa Civil quando Maluf foi governador (1978-1980).
Entre os episódios em comum, há muitos polêmicos. Um deles foi a denúncia do então deputado Mário Juruna de que Maluf teria tentado comprar seu voto, na disputa com Tancredo Neves, em 1985, no Colégio Eleitoral. O emissário da proposta teria sido Eid.
Pitta - O empresário também foi um dos principais responsáveis pela escolha de Celso Pitta como candidato do PPB a prefeito de São Paulo, em 1996. Defendeu com veemência o nome de Pitta, então secretário municipal das Finanças. "Via grandes qualidades no rapaz", disse o empresário numa entrevista, em 1996.
Eid fez a indicação três anos após cair em desgraça por ver seu nome envolvido no caso Paubrasil. O empresário foi considerado pela Procuradoria da República o "mentor intelectual" do esquema de arrecadação de doações clandestinas, por meio da empresa Paubrasil, para as campanhas de Maluf em 1990 e 1992.
Recentemente, sua filha Vilma Eid foi acusada de ter sido beneficiada no contrato firmado entre a Anhembi Turismo e a ARM áudio Instalações para executar serviços de som do carnaval de São Paulo.





