Acidente fere 96 na Rio-Niterói
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terça-feira, 21 de outubro de 1997
Agência Folha 
Tasso Marcelo/AE
(Não é permitida a reprodução total ou parcial desta foto dentro ou fora do Brasil)
Enfermeira faz curativo no braço de Joaquim Rodrigues Pinto no Hospital Universitário Antônio PedroUm acidente envolvendo um caminhão e quatro ônibus, na descida do vão central da ponte Rio-Niterói, na manhã de ontem, causou ferimentos em 96 pessoas, sendo quatro com gravidade. Fabrício da Silva Melo, 25 anos, teve a perna direita amputada. Segundo a direção da concessionária Ponte S/A, foi o maior acidente - em termos do número de feridos - na história dos 23 anos da ligação entre as duas principais cidades do Estado do Rio.
Com a colisão, as duas vias da ponte ficaram fechadas por cerca de duas horas. Foi a segunda vez, em menos de uma semana, que a ponte ficou paralisada. Na quinta-feira passada, ventos acima de 120 km/h causaram a interdição da ponte.
O acidente de ontem ocorreu por volta das 6h45. O motorista Maurício Siqueira da Silva, de 23 anos, que dirigia um caminhão lotado com tijolos em direção ao Rio, disse ter parado no estacionamento ao perceber que os freios estavam com defeito.
Com a pista molhada, os ônibus envolvidos no acidente tiveram dificuldades de frear. O motorista de um ônibus da viação Rio Ita (Venda das Pedras-Praça 15), Paulo da Silva, 40, afirmou que vinha logo atrás de outro ônibus. De repente, o primeiro ônibus teria desviado, ao perceber o caminhão estacionado. Segundo Silva, sua visão estava prejudicada pelo ônibus da frente e, quando este desviou, ele não conseguiu evitar o choque com o caminhão. O ônibus da Rio Ita bateu então de quina no lado esquerdo da traseira do caminhão - e rodou na pista. Três outros ônibus que vinham atrás colidiram em sequência.
Os dois sentidos da ponte foram fechados cinco minutos após o acidente. O socorro aos feridos foi feito pelo sentido contrário da pista Niterói-Rio. Segundo a Ponte S/A, o atendimento teria levado apenas de seis a sete minutos.
Carros do Corpo de Bombeiros, da Polícia Rodoviária Federal e cinco ambulâncias foram utilizados no resgate dos feridos. Bombeiros tiveram que serrar ferragens de ônibus para a retirada de alguns feridos.


