O naufrágio com a embarcação Princesa Laura é o 20º acidente com transporte aquático registrado, neste ano, pela Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental. No total, 14 pessoas morreram. No ano passado, foram 32 acidentes e 15 mortos. Dez pessoas morreram só no naufrágio da embarcação Orlandina, no Rio Madeira, na divisa entre Amazonas e Rondônia.
A Capitania Fluvial, que administra as regiões do Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima, fiscaliza uma área de 2,2 milhões de km 2. São 22 mil km de rios e afluentes, sendo os principais o Negro, o Solimões e o Madeira.
Por ano cerca de um milhão de pessoas trafegam pelas 45 mil embarcações registradas oficialmente. Há milhares de barcos clandestinos que se deslocam de portos também clandestinos, driblando a fiscalização.
A superlotação das embarcações e a sobrecarga dos barcos são apontadas como os principais motivos para os acidentes com mortes.
Em 2001, a Capitania Fluvial indiciou cinco pessoas no inquérito administrativo que apurou as causas e responsabilidades do naufrágio com o barco Princesa Amanda.
A embarcação afundou em novembro de 2000, no Rio Solimões (AM), causando a morte de 29 pessoas. Segundo o relatório, o acidente foi provocado pelo excesso de carga e passageiros, modificação da estrutura da embarcação e imprudência do comandante ao navegar próximo à margem do rio.(Folhapress)

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