Acidente de barco no Pará deixa nove desaparecidos
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quinta-feira, 03 de agosto de 2017
Manoel Cardoso<br>Folhapress 

Santarém - Um acidente entre um navio cargueiro e um comboio de nove balsas no rio Amazonas deixou nove pessoas desaparecidas nesta quarta-feira (2) no Pará. De acordo com a Capitania dos Portos de Santarém, é o maior acidente nas águas do Estado desde 1981 em número de desaparecidos ou mortos.
O acidente ocorreu por volta das 4h30 entre os municípios de Óbidos e Oriximiná, no oeste do Pará.
Segundo a Marinha, o comboio de balsas, que pertence a Transportes Bertolini Ltda. saiu de Porto Velho (RO), com carregamento de milho, com destino a Santarém (PA). Ele colidiu com o navio da Mercosul Santos, que saiu do Porto de Suape, em Pernambuco, carregado de contêineres com destino a Manaus. Todos os desaparecidos eram tripulantes das balsas. Segundo a Marinha, a maioria dormia nos camarotes na hora do acidente.
O comandante da Capitania dos Portos de Santarém, capitão Ricardo Barbosa, informou que 11 pessoas estavam no comboio na hora do acidente e, até o início da tarde desta quinta-feira (3), duas foram resgatadas com vida e encaminhadas a Santarém. A empresa disse ainda que enviou uma equipe ao local do acidente e que aguarda a abertura do inquérito da Marinha para ajudar na investigação.
Por meio de nota, a Mercosul afirmou que está trabalhando em conjunto com as autoridades locais nas buscas aos membros da tripulação. E informou que a preocupação da tripulação do navio foi com a segurança de todos os membros das balsas.
Segundo Barbosa, da Capitania, o acidente ocorreu próximo à desembocadura do rio Trombetas. "Temos a informação de que o empurrador das balsas naufragou no local, duas balsas do comboio ficaram agarradas na proa do navio mercante e as demais ficaram à deriva."
O número de mortes por acidentes marítimos na região oeste do Pará aumentou em 2016, em comparação com os anos anteriores, segundo a Capitania Fluvial de Santarém. De acordo com o órgão, em 2014, foram seis mortes e em 2015, cinco. No ano passado, foram 16 casos. Em 2017 ainda não havia sido registrado nenhum caso com morte.


