Nove pessoas morreram e quatro ficaram feridas, na noite de anteontem, em um acidente envolvendo uma Van, que transportava passageiros irregularmente, e uma carreta, no quilômetro 24 da rodovia estadual MG-424, região metropolitana de Belo Horizonte. Segundo a Polícia Militar, o motorista da Van, placas GUG-3548, levava 11 passageiros de Sete Lagoas para a capital, em um trajeto de 80 quilômetros periodicamente realizado por ele.
Por volta de 23 horas, o veículo bateu na traseira da carreta de placas GLF-6231 (Nova Era-MG), que estava parada na pista. Com a violência do choque, a Van foi totalmente detsruída. No acidente, além do motorista Carlos Magno, morreram os passageiros Jair Gonçalves Pereira, de 45 anos; José Eustáquio Marques, 23; Rosângela Aparecida Marques, 34; João Ferreira Almeida, 23; Dilermano Bispo Ferreira, 28; Sebastião Alves Correa, 44; Marcos Vicente Xavier, de 42; e Kenya Michele Faria Oliveira, de 18.
Os feridos Alexandre César Costa, de 22 anos, Solange Kátia Martins, de 27, e as crianças Diego Alexandre, de seis, e Priscila Fabiana Marques, de 10, foram levados em estado grave para hospitais de Belo Horizonte. O motorista da carreta, Lucélio Pires Lage, de 25 anos, nada sofreu.
Na tarde de ontem, o Departamento Estadual de Estradas (DER) informou que o condutor da Van, embora habilitado, não tinha licença para fazer lotação em rodovias.
Para o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Minas (Sindpas), Rubens Lessa, o acidente deve servir de alerta para que as autoridades intensifiquem a fiscalização das Vans que fazem este tipo de serviço. ‘‘Esses veículos não são adequados para trafegar em rodovias e, em todos os países desenvolvidos, só lhes é permitido o trânsito urbano’’, afirmou.
De acordo com Lessa, apesar de acidentes graves também ocorrerem com ônibus de empresas regulamentadas, existem grandes diferenças entre as duas situações. ‘‘Nós temos uma estrutura, temos seguro, condições de dar acompanhamento às vítimas, sem contar que investimos muito na parte de segurança’’, afirmou.
Atletas Os atletas Fábio Evaristo Deltreggia, de 24 anos, Rodrigo Benazzi, 26, e Adriana Daniel de Camargo, 22, morreram anteontem à noite em um acidente na altura do quilômetro 115 da Rodovia Anhanguera, próximo ao município de Americana, a cerca de 140 quilômetros de São Paulo. Deltreggia e Benazzi estavam convocados para a Seleção Paulista de Handebol, e Adriana - namorada de Deltreggia -, preparava-se para disputar o campeonato mundial de queda de braço na Rússia, em 99.
Os atletas estavam no Corsa placas CJZ 5434, de Americana, dirigido por Deltreggia. Eles voltavam de um torneio de handebol em São Sebastião, litoral paulista, quando o motorista perdeu o controle e capotou na pista sentido capital-interior. Os três morreram no local. Outro jogador de handebol, Fred Alan Shimitd, foi levado em estado grave para o Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde permanece internado.
A morte dos atletas comoveu os moradores de Americana, onde os três moravam. Os corpos foram velados no Ginásio Municipal de Esportes. O enterro ocorreu no final da tarde de ontem.

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