Acidente com navio em Paranaguá despeja 200 litros de óleo no mar
Um acidente com um navio no Cais de Inflamáveis de Paranaguá (próximo ao porto de Paranaguá, no Litoral do Estado), provocou o vazamento de aproximadamente 200 litros de óleo do tipo bunker no mar, por volta das 23h30 de quarta-feira. O navio Rosa T, de bandeira de Gibraltar, a serviço da empresa Cargonave, estava carregado de óleo vegetal e estava sendo abastecido pela Transpetro (subsidiária da Petrobras), quando três das seis amarras se soltaram da proa, devido ao forte movimento da maré. A embarcação começou a se afastar do píer provocando o rompimento do mangote (tipo de mangueira feita de camadas de borracha e fios de aço).
A Capitania dos Portos instaurou inquérito administrativo para apurar as causas do acidente e quem são os responsáveis e, agora, vai tomar o depoimento de toda tripulação, além de fazer a perícia nos cabos que prendiam o navio. A Capitania tem 60 dias para concluir o inquérito.
Em nota oficial, a Transpetro afirmou que não possui qualquer responsabilidade pelo acidente. Segundo a assessoria, a empresa estava apenas prestando um serviço (vendendo combustível) e não pode ser responsabilizada pelo fato da embarcação não estar bem atracada ao píer.
De acordo com a assessoria de comunicação da Transpetro, o funcionário que fazia o abastecimento do navio teve tempo hábil para desligar a bomba de combustível e fechar as válvulas do mangote, evitando que um volume maior de óleo fosse derramado. O mangote tem cerca de 30 metros de extensão e seis polegadas de diâmetro, onde teoricamente caberiam 500 litros do óleo. A empresa acionou seu grupo de contingência e instalou oito barreiras absorventes para conter o produto.
O gerente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Lício Domit, que acompanhou a operação da Transpetro afirmou que, aparentemente, o derramamento não foi impactante, já que não se observou dano ambiental de grande monta. Segundo ele, ontem mesmo a empresa já havia retirado boa parte do óleo.
O Ibama deve concluir até a próxima terça-feira um laudo sobre o acidente. Também notificou a Petrobras para que esta apresente um relatório da situação.
O presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Mário Sérgio Rasera, disse que o órgão vai aguardar a conclusão do inquérito aberto pela Capitania dos Portos para decidir se aplica multa aos responsáveis pelo acidente. O IAP também notificou a Transpetro e a empresa Cargonave para que apresentem, até o início da semana, um relatório do acidente.





