As investigações do acidente com o Fokker-100 da TAM, que matou 99 pessoas em 31 de outubro de 1996, chegam ao fim sem ter encontrado culpados. Com base nessa conclusão, o promotor Mário Luiz Sarrubo entrou com pedido de arquivamento do inquérito na 1ª Vara Criminal do Fórum do Jabaquara.
O pedido ainda não teve parecer do juiz Ricardo Gracco. Porém o fim do processo é esperado tanto pelo promotor quanto pela presidente da Associação Brasileira de Parentes e Amigos das Vítimas de Acidentes Aéreos (Abrapava), Sandra Assali, ex-mulher de uma vítima do desastre com o Fokker-100.
A Abrapava surgiu do grupo que ficou conhecido como ‘‘viúvas da TAM’’. ‘‘O problema todo desse inquérito foi a sua complexidade e a demora’’, diz Sandra.
O promotor Mário Luiz Sarrubo afirma que o pedido de arquivamento se deu ‘‘por falta de provas’’. ‘‘Pelo menos na esfera criminal, não foram constatadas imperícia ou negligência graves’’, disse.
A assessoria de imprensa da TAM informou que a empresa não questiona a posição judicial. Sobre as indenizações, a assessoria afirmou que os US$ 145 mil ainda estão disponíveis para as famílias que não receberam.

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