Acidente com caminhão polui rio
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quinta-feira, 27 de maio de 2004
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Um caminhão carregado com 25 mil litros de óleo vegetal tombou, na madrugada de ontem, no km-26 da BR-277, sentido Curitiba-Paranaguá. Segundo técnicos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), mais da metade da carga (cerca de 15 mil litros) vazou, atingindo o Rio Sagrado, na região da Serra do Mar. A parte traseira do caminhão ficou dentro do rio e rompeu a escotilha.
Os ocupantes do caminhão, Alaor Vasconcelos, 70 anos, e seu filho, Mário Vasconcelos, de 19 anos, foram encaminhados ao hospital de Paranaguá, no litoral do Estado, com ferimentos leves. A Polícia Rodoviária Federal suspeita que o motorista dormiu ao volante e perdeu o controle do caminhão em uma curva acentuada.
A assessoria de imprensa do IAP informou que, até o final da tarde de ontem, os técnicos não haviam constatado dano ambiental de maior gravidade, uma vez que o óleo vegetal não apresenta toxicidade. O produto em grande quantidade no rio poderia, no entanto, comprometer a oxigenação da água e causar a morte de peixes. O Rio Sagrado, segundo o IAP, não é usado como manancial de abastecimento. Ele deságua no Rio dos Patos e a distância aproximada do local do acidente à Baía de Antonina é de 100 quilômetros, o que descarta a possibilidade de que ela seja atingida pelo óleo.
Os técnicos instalaram barreiras no rio para conter o óleo e colheram amostras da água e do solo para avaliar o prejuízo ao meio ambiente. De acordo com a assessoria de imprensa do IAP, o órgão deve cobrar providências da empresa transportadora, a JJM, de Curitiba, e a receptora da carga, a empresa Cataline, de Paranaguá, em relação à limpeza do rio. As empresas terão que buscar da Petrobras um barco próprio para fazer a sucção de óleo porque, segundo o IAP a maior concentração do produto está próximo ao Rio do Neve, onde o acesso só é possível com embarcações.
O IAP vai multar a empresa transportadora, o receptor da carga e a responsável pelo produto. O valor a ser aplicado, segundo a assessoria, dependerá do resultado das análises da água e do solo, que deve ser divulgado em dez dias.


