Buenos Aires, 03 (AE) - O acidente com o Boeing 737 da empresa Lapa ocorrido na terça-feira à noite pode ter causado prejuízos de US$ 500 milhões. O valor foi estabelecido nas estimativas preliminares da empresa de seguros Lloyds Reensurance of London, seguradora do avião acidentado.
O valor de meio bilhão de dólares cobriria as indenizações aos feridos e aos parentes das vítimas e os danos às propriedades arrasadas pela passagem do avião antes de chocar-se e explodir.
Além disso, incluem-se os prejuízos que outras empresas tiveram nesta semana por não poderem utilizar o aeroporto e os vôos cancelados. Por causa das investigações sobre o acidente, o Aeroparque está fechado. No momento, 47 aviões estão sem poder sair dali, entre eles, os três Boeings presidenciais.
O presidente Carlos Menem ordenou a seus ministros que seja estudado com "extrema urgência" o fechamento definitivo do Aeroparque. Os especialistas avaliam que esta medida levaria três anos para ser executada.
O lugar transformou-se no mais recente e macabro ponto turístico da cidade. Centenas de curiosos argentinos e estrangeiros visitam o lugar, mesmo que seja para observar os restos do avião através das tábuas da cerca improvisada que serve de cordão de isolamento. Nesta sexta-feira, não faltou um grupo de 40 turistas japoneses que fotografava detalhadamente o lugar da tragédia.
Enquanto o Aeroparque permanece fechado, o Aeroporto de Internacional de Ezeiza está operando provisoriamente como substituto. No entanto, segundo Ernesto Gutiérrez, diretor-geral da empresa que controla os 33 principais aeroportos do país, a "Aeropuertos 2000", Ezeiza não está preparado para substituir o Aeroparque por tempo indeterminado. Se o Aeroparque não reabrir até este sábado, o sistema de vôos internos vai entrar em colapso". O volume de vôos internos caiu em 40% desde terça-feira.
O desastre fez com que se tornassem públicas diversas irregularidades nos aeroportos argentinos. Uma das denúncias veio da Força Aérea, que acusou as empresas aéreas argentinas de deverem US$ 15 milhões de taxas que são utilizadas para a segurança dos aeroportos. A Força Aérea deu um ultimato: até o dia 6 de setembro as empresas que não pagarem não terão as autorizações para os planos de vôos, com sua consequente suspensão de vôos.

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