Pelo menos dez representantes da Infraero, da Anac, da TAM e da Airbus deverão ser indiciados como os responsáveis pelo maior acidente da história da aviação aérea brasileira, em julho de 2007, quando 199 pessoas morreram. Eles responderão pelo crime de atentado contra a segurança do tráfego aéreo, com pena de até seis anos de detenção. O indiciamento será feito pela Polícia Civil, segundo o promotor Mário Luiz Sarrubbo, 45, com base no laudo final do Instituto de Criminalística, que aponta a responsabilidade de cada um no processo que culminou no acidente. De acordo com Sarrubbo, que não quis divulgar o nome das pessoas que serão indiciadas, o acidente foi provocado por uma série de fatores que vai desde a qualidade da pista de Congonhas até o treinamento inadequado dos pilotos da TAM para atuar com um dos reversos inoperantes. O laudo aponta várias irregularidades cometidas pela empresa aérea TAM: treinamento inadequado dos pilotos (que não foram capacitados para pousar na pista molhada e com um dos reversos travados e que ignoraram o manual da Airbus sobre o uso do manete) e por ter ignorado a recomendação da Anac de não pousar em Congonhas com um reverso travado com pista molhada.


O mais grave desastre aéreo da aviação registrado até hoje, segundo a Aviation Security Network, aconteceu em 1977, quando duas aeronaves das companhias Pan Am e KLM chocaram-se na hora da decolagem no Aeroporto de Tenerife, na Espanha, matando 583 pessoas


É uma modificação temporária do motor de uma aeronave que permite que sua força de empuxo produzida seja direcionada para trás. Isto age contra o movimento para frente do avião, gerando desaceleração

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