Acidentado tem acompanhamento por seis meses
De acordo com protocolo estabelecido pelo Ministério da Saúde, o trabalhador que sofre acidente com material biológico, deve ser acompanhado durante seis meses. É colhido sangue no dia do acidente para verificar se o funcionário já é portador de alguma doença. Posteriormente, ele é submetido a outros quatro exames. Quando a fonte de contaminação pode ter o vírus HIV, o acidentado pode ainda ser submetido a uma quimioprofilaxia. Durante 30 dias, ele tomará um coquetel de medicamentos para diminuir as chances de contaminação. Segundo o médico, entre 5% e 10% dos pacientes passam por esse procedimento.
Em Londrina, dados de acidentes de trabalho em hospitais estão sendo tabulados no Centro de Referência em Saúde do Trabalhador. Segundo a médica Mara Ferreira Ribeiro, coordenadora de Saúde do Trabalhador, é preciso levantar estatísticas sobre os acidentes, especificando em que função ocorrem, faixa etária, tipos de lesão e causas. ''Dessa maneira será possível traçar ações para inibir esses acidentes'', disse.
O Ministério da Saúde informou, por meio da assessoria de imprensa, que a portaria nº 777 estabelece os acidentes com material biológico como de notificação obrigatória em toda a rede sentinela do Sistema Único de Saúde (SUS) hospitais gerais, centros de referência e unidades básicas de saúde que, além de garantir a atenção à saúde, vão fazer a notificação dos acidentes que envolvam trabalhadores. Como a rede está sendo criada, as notificações, hoje, são feitas à Previdência Social por meio da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT). Futuramente, se dará por meio do Sistema Nacional de Agravos Notificáveis (Sinan). (Colaborou Chiara Papali)





