Londrina – O auxiliar Edgar Ferreira Pulice, de 27 anos, sofreu uma queda de moto em agosto de 2010 e quatro anos depois ainda não conseguiu retomar a vida normal. O jovem emprestou o veículo de um amigo para treinar a condução antes de conseguir a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Ao perder o controle, a motocicleta caiu em cima da sua perna esquerda causando uma fratura grave. "Fiz uma cirurgia e coloquei uma haste de titânio e parafusos. Houve rejeição do meu organismo e seis meses depois tive que fazer uma nova intervenção para a retirada da haste. Isso dificultou a minha recuperação", contou Pulice, que até hoje ainda faz fisioterapia em busca de uma recuperação completa. "Fiquei com uma sequela no joelho e sinto muitas dores, além de utilizar uma bengala para auxiliar na caminhada. Tomo remédios para a dor e também para a depressão, já que o acidente me trouxe muitas dificuldades". O auxiliar ficou mais de dois anos anos afastado do trabalho e hoje está desempregado.
Edgar Pulice relata que somente após a segunda cirurgia acionou o seguro DPVAT. "Achei que não tinha direito, pois não tinha CNH e a moto era emprestada", revela. "Recebi R$ 4.725 de indenização, mas gastei R$ 2,2 mil com despesas médicas. Como fiquei com sequelas e tenho despesas com medicamentos e fisioterapia entrei com um processo para tentar receber a diferença até o teto, que é R$ 13,5 mil. Praticar esportes talvez nunca mais eu possa, mas tenho fé que vou conseguir voltar a andar normalmente", aponta.(L.F.C.)

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