ACHADO
A Polícia Militar não conseguiu impedir o terceiro dia consecutivo de saques nos escombros do pavilhão incendiado da Central de Abastecimento do Estado (Ceasa), no Rio. O novo saque durou 20 minutos, mas deixou feliz quem aguardava desde pela oportunidade de conseguir algum alimento. Algumas pessoas passaram a madrugada na Ceasa. Foi o caso de Aiane Cristina de Oliveira, de 20 anos, que saiu de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, com a filha Raiane, de 1 ano, com a esperança de conseguir mantimentos. Aiane saiu da Ceasa com um saco de arroz de cinco quilos. Já Gilson Alves, que estava com os filhos menores, exibia sorridente duas mortadelas. O Comitê de Ação da Cidadania prepara um abaixo-assinado pedindo que hotéis, restaurantes e indústrias possam doar as refeições que sobram. Atualmente, os donos desses estabelecimentos são responsáveis civil e criminalmente pelas consequências que o consumo desses alimentos possam vir a causar. Projeto de lei que tramita no Congresso Nacional transfere a responsabilidade às instituições que fizerem a coleta e distribuição das refeições. Todos os dias os restaurantes do Rio jogam no lixo 100 mil refeições, informa o comitê.





