Brasília, 29 (AE)- O presidente da Associação Nacional de Provedores da Internet (ANPI), Erick Sanz, afirmou há pouco que o acesso gratuito à internet não irá permitir que se dobre o número de usuários atuais da rede dentro de três a cinco anos. "É uma falácia dizer que o número de usuários vai dobrar. O peso no bolso para o acesso à internet não está no custo do provedor mas sim na conta de telefone", afirmou. Segundo ele, o custo médio com ligações de um usuário comum de internet no Brasil é quase sete vezes maior do que o valor pago a um provedor para se ter acesso à rede.
Ele citou como exemplo um usuário que tem uma média de 100 horas/mês na Internet e gasta cerca de R$ 20,00 com o pagamento para acesso à rede e outros R$ 150 com pulsos telefônicos. Sanz afirmou ainda que só existe atualmente acesso grátis com subsídios financeiros de grandes grupos. Segundo ele, nenhum provedor tem condições hoje de equilibrar a sua planilha de custos sem cobrar pelo acesso. Afirmou ainda que, se for mantida a atual estrutura de grandes grupos subsidiando o acesso à internet, no espaço curto de cerca de cinco anos os pequenos e médios provedores do País deverão deixar de existir. Com isso, afirmou, acesso será controlado por três ou quatro grandes grupos. Erick Sanz participa do Fórum de debates sobre Internet e Defesa da Concorrência, que está sendo promovido pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

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