Rio - Por mais que as políticas de inclusão dos portadores de deficiência física e mental tenham avançado no País, o acesso à escola das crianças com algum tipo de incapacidade ainda é um desafio. A pesquisa mostra que enquanto 95% das crianças de 7 a 14 anos sem qualquer deficiência física ou mental frequentam as salas de aula, esse porcentual cai para 88,6% entre as que têm pelo menos uma deficiência e para 75% entre os que têm deficiências graves.
As deficiências atingem mais os pobres do que os ricos. No universo de brasileiros sem instrução ou com no máximo três anos de estudos, que são também os de menor renda, 33% têm alguma incapacidade.
Esse porcentual é reduzido à metade (16,7%) entre os que têm entre 4 e 7 anos de estudos e a apenas 10% entre os que completaram o ensino médio. ''Há uma grande relação entre o nível sócio-econômico e a escolaridade'', diz a pesquisadora do IBGE Alicia Bercovich.
A análise segundo região e cor revela que a maior parte dos portadores de deficiência (16,8%) está no Nordeste e é de cor negra (17,5%). Mais uma vez, a incidência é maior na região e na raça onde são maiores os porcentuais de pobreza.

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