O Paraná possui a sexta maior população de pessoas que não conseguem "enxergar de modo algum", de acordo com o censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São 26.155 cegos no Estado. O País tem mais de 506 mil cegos em sua população.
Mesmo com avanços nas últimas décadas, especialistas relatam muitos problemas que precisam ser superados. Um ponto ainda distante para os cegos é o acesso fundamental à educação. De acordo com estudo científico da Universidade de Brasília (UnB), a maioria dos cegos do Brasil (74%) é analfabeta, incluindo os que não sabem ler em braille, ou outro método, e os que não possuem certificação escolar. Por outro lado, 13% concluíram o ensino médio e 11% os ensinos básicos e fundamental. Apenas 2% concluem a graduação ou algum tipo de pós-graduação.
Segundo o Núcleo de Acessibilidade (NAC) da Universidade Estadual de Londrina (UEL), não há um cego sequer nos cursos de graduação da instituição. A Universidade Estadual de Maringá (UEM) tem três alunos com perda total da visão, enquanto a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) possui apenas um aluno cego na graduação.

O ranking é liderado por São Paulo, com 0,35%, seguido pelo Rio de Janeiro (0,33%); Ceará (0,29%); Rio Grande do Sul (0,27%) e Distrito Federal (0,25%)

A falta de infraestrutura é um grande entrave para a acessibilidade, como prédios não adaptados, calçadas deterioradas, falta de piso tátil e informações precárias em sistema de transporte

O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional

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