Belo Horizonte, 2 (AE) - As mudanças na política cambial e consequente desvalorização do Real trouxeram um aumento de 3% a 25% nos custos finais da Acesita. Para reverter esta elevação de custos a diretoria da siderúrgica pretende formular uma nova política de preços junto a seus clientes já para os pedidos de fevereiro e março. O principal problema da Acesita é o preço do níquel, matéria-prima básica para a produção de aço inox, e que tem seu preço cotado internacionalmente. Ainda não está definido como será feito esse repasse de custos para os preços finais. "Não será um repasse direto, já que o aumento de custos varia de acordo com o nosso mix de produtos", disse uma fonte da empresa.
Além do aumento dos custos a Acesita enfrenta outros problemas. Entre eles a expectativa de uma redução de 5% no volume de vendas para o mercado interno neste primeiro semestre. Existe também o endividamento da siderúrgica em dólar. Atualmente a dívida em moeda norte-americana da Acesita é de cerca de US$ 450 milhões, sendo que deste total a empresa fez um hedge cambial de cerca de US$ 100 milhões. Apesar do quadro desfavorável o presidente da Acesita, Jean-Yves Gilet, acredita que a empresa poderá reverter a situação diante de algumas oportunidades. Entre elas a expectativa de ampliar as exportações este ano em cerca de 20%, passando de cerca de US$ 80 milhões no ano passado (o balanço do exercício ainda não foi fechado) para US$ 100 milhões. Esta ampliação no volume de exportações poderia compensar a retração de vendas no mercado interno. A empresa ainda mantém seu cronograma de investimentos para este ano, a despeito das dificuldades. Estão previstos R$ 40 milhões de investimentos na planta da siderúrgica.

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