Londrina – A nova diretoria da Administração dos Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (Acesf) está concentrando esforços na busca por um terreno que abrigue o projeto de um supercemitério municipal, capaz de atender a demanda por túmulos em cemitérios públicos até o fim da década de 2030.
Após a polêmica escolha de uma área industrial entre as zonas norte e leste durante a gestão do prefeito cassado Barbosa Neto (PDT) e a posterior desistência no mandato-tampão do prefeito Gerson Araújo (PSDB), a Acesf corre contra o tempo para achar um terreno de 2,5 alqueires (o equivalente a seis quadras) e afastar o fantasma do colapso na oferta de novos túmulos, prevista para o ano que vem.
A superintendente da autarquia, Sonia Nobre Gimenez, não quis dar pistas da localização da sexta unidade, mas adiantou que já visitou quatro terrenos e que não está descartada, mesmo com toda a provável dificuldade de logística, a instalação em um distrito rural. "A cidade vai crescer territorialmente nos próximos 25 anos e trabalhamos dentro desta perspectiva", afirmou a superintendente.
Para "otimizar o uso do espaço", já foi definido que a unidade será vertical, com prédios de até quatro andares. Sonia vai conhecer a experiência de algumas cidades, como Curitiba, Santos e Joinville. "Queremos inaugurar o cemitério até o fim de 2014", promete. A diretoria planeja ainda incluir a construção de uma sede administrativa da autarquia neste novo espaço de sepultamentos.
O supercemitério terá mais que o dobro de vagas – 65 mil - em relação a toda capacidade atual dos cemitérios públicos na cidade, que alcança hoje 30 mil carneiras.
Com vagas suficientes para as classes média, média alta e alta nos cemitérios particulares, Londrina está prestes a ficar sem estoque de novos túmulos para famílias de baixa renda. Mesmo com remoção de ossadas e construção de uma ala nova, o Jardim da Saudade deve ficar saturado até o final do ano. O Padre Anchieta, no Jardim Ideal (zona leste), já não tem túmulos novos à disposição desde o ano passado. O São Paulo, no Aeroporto (zona leste), e o João XXIII, no Jardim Higienópolis (área central), também esgotam suas capacidades até 2015. Apenas o São Pedro, no centro, ainda tem estoque para atender a demanda de uma década.
A Acesf também está preocupada com o ritmo de sepultamentos. Entre janeiro de 2011 e 2013, houve aumento de 81% do número de famílias atendidas pela autarquia. No total, houve 466 mortes registradas na cidade em janeiro (cerca de 40% são de moradores de outros municípios), média de 15 por dia. "Com o envelhecimento da população, o aumento do número de mortos continuará crescente", avaliou. Para o futuro, a Acesf estuda também a implantação de um crematório municipal.

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