Ação por improbidade repercute na AL
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segunda-feira, 29 de junho de 2015
Rubens Chueire Jr <br> Reportagem Local 
Curitiba - O presidente da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, Ademar Traiano (PSDB), saiu em defesa do governador Beto Richa (PSDB), dizendo ser "um exagero" responsabilizá-lo pelos episódios verificados no dia 29 de abril, no Centro Cívico. "A ação foi de responsabilidade inteira do comando da Polícia Militar (PM) e do secretário de Segurança da época. O governador jamais determinaria atitude de confronto ou enfrentamento", disse. Para o tucano, a "batalha" ocorreu porque houve uma reação à ação policial. "Enfrentaram a polícia e a polícia acabou indo para o ataque. Esta é a leitura a ser feita. A polícia reagiu a uma afronta que fizeram a eles. Se ninguém provocasse não teria acontecido o que aconteceu".
Tadeu Veneri (PT), líder da oposição na Casa, ressaltou que em nenhum momento o Judiciário determinou que todas as quadras fossem bloqueadas ou que policiais do interior fossem deslocados para a capital gerando despesas para o erário. Ou seja, tais decisões foram tomadas pelo Executivo. "Por tudo isso creio que o MP fez a denúncia. O governador ainda terá muita coisa a responder, mas sem dúvida, é um dos caminhos, do ponto de vista de improbidade", afirmou. O líder do governo na AL, deputado Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), não quis se manifestar sobre a denúncia do MP.


