Curitiba O advogado Carlos Abrão Celli ajuizou ontem uma ação popular pedindo a anulação do contrato entre o Serviço de Loterias do Paraná (Serlopar) e a Larami Diversões e Entretenimentos, empresa que explora as máquinas de caça-níqueis no Paraná. De acordo com Celli, as máquinas de caça-níqueis da empresa não estariam dando a premiação prevista em contrato.
Segundo o advogado, a média de premiação registrada nos caça-níqueis em janeiro e fevereiro deste ano foi de 74,38%, enquanto o contrato prevê que pelo menos 85% do dinheiro depositado nas máquinas deve ser revertido em prêmios. A ação é contra a Larami e dois diretores da Serlopar, Eliseu Auth e Rui Sérgio Avelleda.
O gerente geral da Larami, Luiz Carlos Ramires, negou que haja quaisquer irregularidades com os caça-níqueis instalados. ''Nossos relatórios apontam que a premiação está em 95%'', argumentou o gerente. O advogado Carlos Celli questiona também os pagamentos feitos pelo governo a Larami nos últimos meses. ''Se há uma moratória, porque a Larami foi beneficiada?''. Os diretores da Serlopar citados na ação foram procurados, mas não retornaram as ligações.

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