Ribeirão Preto, SP 08 (AE) - Uma ação que acaba de entrar na Justiça em Ribeirão Preto está colocando em questão a venda da Centrais Telefônicas de Ribeirão Preto (Ceterp) para a Telefônica, em leilão realizado no dia 22 de dezembro. O advogado Sérgio Roxo alega que, no dia seguinte ao leilão, a Justiça proferiu sentença cancelando o acordo realizado entre a Prefeitura de Ribeirão Preto e os fundos de pensão Sistel, Telos e Previ, que previa que as ações tanto da prefeitura como dos fundos fossem comercializadas no mesmo leilão, caso a empresa viesse a ser privatizada.
O acordo, que data de setembro de 1996, compõe a base do edital de venda empresa em dezembro do ano passado e havia sido questionado pelo Ministério Público em ação judicial na época em que a Ceterp passou por seu primeiro processo de privatização, em julho de 98. Segundo argumenta o advogado, com o cancelamento retroativo do acordo, firmado pelo ex-prefeito Antonio Palocci Filho (PT) na época da abertura de capital da Ceterp, a venda não tem base fundamentada. "Estou pedindo na Justiça explicações sobre qual o andamento que será dado ao caso, já que a sentença judicial saiu após o leilão. Se nada for feito, qual a validade dela?", questiona o advogado, que concorreu à prefeitura com o atual prefeito Luiz Roberto Jábali (PSDB) em 96
pelo PT.
Ele lembra que a sentença tem possibilidade de receber recursos em instância estadual. A resposta do juiz Cláudio Hamilton Barbosa, da 3ª Vara Cível de Ribeirão Preto, que proferiu a sentença, deverá ser dada em um prazo de cinco dias. Os advogados dos fundos de pensão informaram que desconhecem a sentença. A Telefônica, atual controladora da Ceterp, informou que só vai comentar o assunto quando se inteirar oficialmente da sentença.

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