Ação impede missa de Marcelo Rossi
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segunda-feira, 11 de dezembro de 2000
Por Viviane Mottin Agência Estado De São Paulo 
O padre Marcelo Rossi disse que a última missa realizada por ele, neste milênio, em São Paulo, sábado às 15 horas, não pôde ser feita no Santuário do Terço Bizantino, por causa de uma ação do Departamento de Controle do Uso de Imóveis (Contru), ajuizada na última quinta-feira, 7. Vou celebrar esta missa bem triste, porque meu maior sonho era fazê-la no santuário, lamentou. Caso o local, de 22 mil metros quadrados e sete mil metros quadrados de área construída, no bairro de Interlagos, Zona Aul da Capital, não tivesse sido interditado pela Prefeitura de São Paulo, por causa das queixas da vizinhança em razão do barulho durante as missas, seriam realizados, ainda, cinco missas por semana, até 31 de dezembro.
Procurando lugarNo O padre Marcelo procura outro local para a realização das missas e espera que, em março de 2001, o novo endereço já seja conhecido. O contrato de locação do espaço onde se encontra o santuário vence no próximo dia 31.
Anteontem à tarde, após a missa, o padre viajou para Roma, onde deverá gravar um especial de TV para a Rede italiana RAI. Ele deve retornar na próxima quinta-feira, 14, para gravar, no Brasil, um especial de Natal com a apresentadora Xuxa, da Globo.
Padre reúne 130 milCerca de 130 mil pessoas
participaram, ontem em São Paulo, da última missa de Libertação-Caminhada com Jesus, realizada ao ar-livre pelo padre Marcelo Rossi. A última missa do milênio celebrada pelo padre Marcelo Rossi e o bispo da Diocese de Santo Amaro, Dom Fernando Figueiredo, aconteceu a um quilômetro do Santuário do Terço Bizantino, na Avenida Engenheiro Alberto de Zagottis, no bairro Interlagos, zona sul da capital.
Durante a celebração, o padre pediu para que as pessoas rezassem para ele encontrar outro lugar em substituição à atual sede do Santuário do Terço Bizantino. O local foi palco do último encontro, anteontem. Por ordem judicial recebida na quinta-feira (07), as missas continuam permitidas, porém restritas à área construída do templo, com as portas fechadas, o que reduz o número de participantes de 80 mil para 30 mil, por culto. Ou seja, o padre Marcelo foi impedido de usar a área total do templo, e por isso celebrou, hoje, a missa a um quilômetro do local, a céu aberto.


