Ação humanitária tem reconhecimento mundial
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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Agência Brasil 
Brasília- O trabalho humanitário da pediatra, sanitarista e fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns, era reconhecido internacionalmente. Ela ganhou diversos prêmios por sua atuação na área social, seja à frente da entidade ou de outros organismos do qual participou.
Entre os prêmios internacionais, Zilda foi declarada em 2002 Heroína da Saúde Pública das Américas, título concedido pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). Também recebeu em 2000 a medalha Simón Bolívar, da Câmara Internacional de Pesquisa e Integração Social, o prêmio Social da Câmara de Comércio Brasil-Espanha, em 2005, entre outros. Em 2008, Zilda deixou a coordenação da entidade para fundar a Pastoral da Pessoa Idosa.
Hoje a Pastoral da Criança conta com cerca de 260 mil voluntários. São pessoas que atuam em suas próprias comunidades e acompanham as famílias. Segundo a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
(CNBB), 1,8 milhão de crianças de até 6 anos são beneficiadas pelas ações, além de 94 mil gestantes em 42 mil comunidades pobres em mais de 4 mil municípios. Zilda tinha cinco filhos e quatro netos.
Por onde passou, Zilda Arns conquistou além de amigos, aliados na causa contra a mortalidade infantil. No trabalho que ela iniciou em 1983, estava junto o ex-arcebispo, Dom Geraldo Magela, cardeal primaz do Brasil. Era uma pessoa de verdadeiro amor ao próximo. Tinha o carisma de trabalhar para o bem da infância, da futura mãe e dos mais carentes, disse.
O arcebispo de Londrina, Dom Orlando Brandes, destaca sua indicação ao Prêmio Nobel da Paz. Essa candidatura significa que seu trabalho foi estendido em todas as nações do mundo. Seu trabalho ajudou a diminuir a mortalidade infantil. Ela promoveu a vida com qualidade e dignidade.
Ela morreu de uma maneira muito bonita, morreu na causa que sempre acreditou, comentou ontem o cardeal d. Paulo Evaristo Arns, arcebispo emérito de São Paulo, ao saber da morte de sua irmã no Haiti. (Colaborou Marian Trigueiros/Reportagem Local)


