Bra­sí­lia- O tra­ba­lho hu­ma­ni­tá­rio da pe­dia­tra, sa­ni­ta­ris­ta e fun­da­do­ra da Pas­to­ral da Crian­ça, Zil­da ­Arns, era re­co­nhe­ci­do in­ter­na­cio­nal­men­te. Ela ga­nhou di­ver­sos prê­mios por sua atua­ção na ­área so­cial, se­ja à fren­te da en­ti­da­de ou de ou­tros or­ga­nis­mos do ­qual par­ti­ci­pou.
  En­tre os prê­mios in­ter­na­cio­nais, Zil­da foi de­cla­ra­da em 2002 He­roí­na da Saú­de Pú­bli­ca das Amé­ri­cas, tí­tu­lo con­ce­di­do pe­la Or­ga­ni­za­ção Pan-Ame­ri­ca­na de Saú­de (­Opas). Tam­bém re­ce­beu em 2000 a me­da­lha Si­món Bo­lí­var, da Câ­ma­ra In­ter­na­cio­nal de Pes­qui­sa e In­te­gra­ção So­cial, o prê­mio So­cial da Câ­ma­ra de Co­mér­cio Bra­sil-Es­pa­nha, em 2005, en­tre ou­tros. Em 2008, Zil­da dei­xou a coor­de­na­ção da en­ti­da­de pa­ra fun­dar a Pas­to­ral da Pes­soa Ido­sa.
  Ho­je a Pas­to­ral da Crian­ça con­ta com cer­ca de 260 mil vo­lun­tá­rios. São pes­soas que ­atuam em ­suas pró­prias co­mu­ni­da­des e acom­pa­nham as fa­mí­lias. Se­gun­do a Con­fe­rên­cia Na­cio­nal dos Bis­pos do Bra­sil
(­CNBB), 1,8 mi­lhão de crian­ças de até 6 ­anos são be­ne­fi­cia­das pe­las ­ações, ­além de 94 mil ges­tan­tes em 42 mil co­mu­ni­da­des po­bres em ­mais de 4 mil mu­ni­cí­pios. Zil­da ti­nha cin­co fi­lhos e qua­tro ne­tos.
  Por on­de pas­sou, Zil­da ­Arns con­quis­tou ­além de ami­gos, alia­dos na cau­sa con­tra a mor­ta­li­da­de in­fan­til. No tra­ba­lho que ela ini­ciou em 1983, es­ta­va jun­to o ex-ar­ce­bis­po, Dom Ge­ral­do Ma­ge­la, car­deal pri­maz do Bra­sil. ‘‘Era uma pes­soa de ver­da­dei­ro ­amor ao pró­xi­mo. Ti­nha o ca­ris­ma de tra­ba­lhar pa­ra o bem da in­fân­cia, da fu­tu­ra mãe e dos ­mais ­carentes’’, dis­se.
  O ar­ce­bis­po de Lon­dri­na, Dom Or­lan­do Bran­des, des­ta­ca sua in­di­ca­ção ao Prê­mio No­bel da Paz. ‘‘Es­sa can­di­da­tu­ra sig­ni­fi­ca que seu tra­ba­lho foi es­ten­di­do em to­das as na­ções do mun­do. Seu tra­ba­lho aju­dou a di­mi­nuir a mor­ta­li­da­de in­fan­til. Ela pro­mo­veu a vi­da com qua­li­da­de e dig­ni­da­de.’’
  ‘‘Ela mor­reu de uma ma­nei­ra mui­to bo­ni­ta, mor­reu na cau­sa que sem­pre ­acreditou’’, co­men­tou on­tem o car­deal d. Pau­lo Eva­ris­to ­Arns, ar­ce­bis­po emé­ri­to de São Pau­lo, ao sa­ber da mor­te de sua ir­mã no Hai­ti. (Co­la­bo­rou Ma­rian Tri­guei­ros/Re­por­ta­gem Lo­cal)

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