Ação é insuficiente, reconhece Febraban
Londrina - Em nota enviada à FOLHA,a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) afirma que vem acompanhando "com extrema preocupação" os ataques a caixas eletrônicos em todo o País, pois os crimes afetam a população e as instituições financeiras, mas ressalva que "a ação de segurança permitida pela legislação aos estabelecimentos comerciais e bancos é insuficiente frente à violência empregada".
"É necessário combater as causas desses crimes, quer seja impedindo que os bandidos tenham acesso fácil a explosivos, como vem acontecendo nos últimos anos, quer seja desbaratando as quadrilhas, o que se faz com ações de inteligência. Também é necessário dificultar o acesso dos bandidos ao produto do crime", sugere a entidade, devolvendo a cobrança por investimentos internos nas agências feita pela Polícia Civil.
No campo da segurança, destaca a Febraban, os bancos procuram atuar em parceria com governos, polícias (Civil, Militar e Federal) e com o Poder Judiciário, propondo novos padrões de proteção, muitos deles resultantes dos trabalhos desenvolvidos na Comissão de Segurança Bancária da federação, e fazendo "investimentos elevados" em segurança física. Entre 2003 e 2013, diz a Febraban, os investimentos passaram de R$ 3 bilhões para R$ 9 bilhões, um aumento de 200%.
"Os investimentos crescentes, aliados a uma série de medidas preventivas, produziram uma redução expressiva dos assaltos no Brasil, de 56% entre 2002 e 2012", destaca a nota.
A federação dos bancos também cita a adoção de novas tecnologias, como caixas biométricos, alarmes inteligentes, reforços nas partes internas de autoatendimento e instalação de câmeras de monitoramento de alta resolução, entre outras medidas, como ações de aperfeiçoamento para tornar os caixas eletrônicos mais seguros. Segundo a entidade, são 166 mil equipamentos de atendimento à população instalados em todo o País e mais de 68 mil vigilantes empregados na rede bancária para fazer a segurança das agências. (D.P.)





