Londrina - Assim que recebeu o vídeo, a reportagem contatou o Conselho Tutelar da Zona Norte. Segundo a conselheira Marina de Andrade Bárbara, o órgão não tinha conhecimento dos fatos. ''Se realmente for comprovado que a garota tem 13 anos e participou das imagens junto com as outras pessoas, será caracterizado o estupro de vulnerável'', explicou.
O promotor da Vara da Infância e Juventude de Londrina, Márcio Bergantini, reforça que, como a garota é menor de 14 anos, o ato sexual é enquadrado como estupro de vulnerável. A situação agravada pelo uso de álcool e outras drogas. A punição pelo ato infracional pode variar de advertência a internação.
Bergantini adiantou que irá investigar o caso para apurar se há outras pessoas envolvidas. E os pais dos envolvidos serão chamados para prestar esclarecimentos.
A assessoria do Núcleo de Combate a Cibercrimes (Nuciber), em Curitiba, completou que quem produz vídeo envolvendo sexo entre adolescentes pode ser penalizado. No caso de adolescentes, ele sofre as sanções cabíveis. No caso de adultos, a pena é de 4 a 8 anos de reclusão mais multa. E o adulto que compartilhar vídeos ou divulgar em redes sociais pode ser punido com pena de prisão de 3 a 6 anos mais multa.
Segundo Bergantini, divulgar material contendo cenas de sexo envolvendo adolescentes também é crime. Quem for descoberto compartilhando vídeo, fotos ou qualquer outro tipo de imagem com conteúdo sexual também pode ser chamado para dar explicações à polícia.
Ele alerta ainda que os pais devem conversar com os filhos sobre sexo e procurar saber o que fazem em seu tempo livre ou quando estão entre amigos. Ele orientou também que os pais fiquem atentos ao uso que uso os filhos estão fazendo de câmeras fotográficas e celulares que registram imagens.(P.M.)

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