A última lista vermelha da fauna brasileira foi publicada em 1989, apontava 218 espécies em extinção. Segundo o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Rômulo Mello, um dos motivos do crescimento da relação foi a ampliação do processo de consulta. ''A primeira lista, de 1973, foi feita por duas pessoas. Na de 1989, trabalharam cerca de 20 pessoas'', avalia.
Também contribuíram para o resultado a maior compreensão da dinâmica ecológica dos biomas nacionais, a inclusão de novos grupos, como invertebrados, a elaboração de listas estaduais e a descoberta de novas espécies. ''A principal responsável pelo grande número de espécies ameaçadas, no entanto, continua sendo a alteração dos habitats naturais pela ação do homem'', diz Mello. Entre as pressões estão desmatamentos, queimadas, caça ilegal e captura de animais para o tráfico.
Para definir a listagem são consideradas evidências referentes ao tamanho populacional das espécies, a extensão de suas áreas de distribuição, o isolamento ou o declínio de suas populações.

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