Madri - A central nuclear de Zorita, a mais ou menos cem quilômetros ao norte de Madri, ativou ontem seu plano de emergência, depois que 20 ativistas do Greenpeace entraram na fábrica, para exigir seu fechamento imediato e definitivo.
O plano de emergência foi ativado pelo Conselho de Segurança Nuclear (CSN) espanhol, que abrirá uma investigação para conhecer como aconteceu esta ‘‘violação da segurança física’’ da fábrica.
Fontes do CSN explicaram que a Sala de Emergências Nucleares ativou seu plano de emergência em modo 1, o mais baixo, que está coordenado por sua vez com o plano de emergência iniciado pela própria nuclear (modo três).
Segundo dados do Conselho de Segurança, 22 membros do Greenpeace estão na zona exterior do recinto de contenção de Zorita e quatro deles estão na cúpula da central, embora nenhum tenha chegado ‘‘a áreas vulneráveis’’.
A ativação dos planos de emergência aconteceu porque ‘‘houve uma violação da segurança física da fábrica nuclear, uma das exigências que o CSN tem muito presente’’, depois dos atentados de 11 de setembro.
Um porta-voz do Greenpeace disse que os ecologistas têm cartazes com os textos ‘‘Zorita, Fechamento jᒒ e ‘‘Nuclear Não’’, enquanto denunciam a ‘‘permissividade’’ do CSN com a empresa proprietária, a elétrica espanhola Unión Fenosa.
O Greenpeace denuncia o funcionamento perigoso desta central, já que, na sua opinião, há graves problemas de segurança.

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