Belo Horizonte, 05 (AE) - A notícia de que o governador paulista Mário Covas (PSDB) admitiu rever a lei que limita compras fora do Estado por micros e pequenas empresas agradou aos mineiros. Mas, até que Covas anuncie oficialmente alguma revisão, o governo de Minas continuará trabalhando na ação direta de inconstitucionalidade (Adin) que será proposta ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O governador Itamar Franco (PMDB) informou hoje que a ação deve ser encaminhada entre quarta e quinta-feira da próxima semana. A Procuradoria do Estado foi incumbida de estudar o tema e apresentar a ação ao governador, quando ele voltar à capital.
Itamar viajou hoje para Juiz de Fora pela manhã e de lá, na segunda-feira, vai para Aracaju, em Sergipe. Quando soube das declarações de Covas, que admitiu a possibilidade de ter havido algum exagero na lei paulista, o governador comentou, em Juiz de Fora, que rever a lei é a melhor saída quando se fere princípios federativos.
O presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Stefan Salej, comentou que era exatamente esta atitude que esperava de Covas. "O Brasil é que ganha com isso." Salej ressaltou, no entanto, que é preciso determinar rapidez na análise do assunto para que uma eventual mudança na lei seja anunciada logo. Enquanto não houver uma decisão de São Paulo, ele será favorável ao encaminhamento da questão à Justiça por meio da Adin, confome ficou definido na reunião entre Itamar e líderes empresariais na quarta-feira.
De acordo com o presidente da Fiemg, os cancelamentos de pedidos de empresas paulistas para indústrias mineiras chegam a 60% em alguns setores. As empresas mais prejudicadas foram as de vestuário e calçados.

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