Ação de golpistas aumenta no fim de ano
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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Gio Mendes <br> Agência Estado 
São Paulo - Com a chegada do fim do ano, aumenta o movimento de consumidores que vão às compras em busca de presentes para comemorar o Natal com a família. Ao mesmo tempo, também cresce a ação de golpistas, que ficam de olho no dinheiro extra dos clientes, por causa do 13º salário, e nos caixas dos estabelecimentos comerciais. Nos dez primeiros dias de dezembro, o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) recebeu 50% mais chamados de vítimas de estelionatários na capital.
''O aumento dos golpes já começa em novembro, pois é o mês em que as pessoas entram no ritmo das compras'', afirmou o capitão Cleodato Moisés do Nascimento, porta-voz do Comando de Policiamento da Capital (CPC). Segundo ele, os comerciantes são as principais vítimas dos golpistas, que tentam despejar notas falsas nos estabelecimentos para tirar vantagem no recebimento do troco. ''Mas também há casos contra clientes, como o da venda de pedra ou pedaço de madeira no lugar do computador'', disse o oficial da PM.
Outro golpe comum nesta época é o da casa de temporada. Segundo Camassa, o estelionatário coloca anúncios em jornais e sites alugando uma casa que não é dele. A diretora de atendimento do Procon, Selma do Amaral, orienta que a pessoa não faça depósitos adiantados antes de conversar com o locador pessoalmente e exigir visita na casa para conhecer o local.
A ação dos golpistas não está restrita apenas às ruas de São Paulo e aos anúncios de classificados. Eles também agem na internet, aproveitando o momento em que as vítimas estão fazendo compras em sites e planejando viagens.
A comerciante de calçados Lídia Furuta conta que algumas pessoas que tentam usar uma carteira de identidade falsa para abrir um cadastro e aplicar um golpe. ''Consultamos a Associação Comercial e Industrial de Londrina para checar se o documento é verdadeiro ou não'', relata. Ela destaca que a loja já recebeu notas falsificadas, mas há muito tempo. ''Como já trabalhamos há muito tempo no comércio, conseguimos identificar se uma nota é falsa pelo tato e sempre consultamos o site do Banco Central.''
O modelo publicitário Fabrício Ribeiro afirma que nesta época do ano é preciso ser mais cauteloso. ''Por isso eu nunca carrego dinheiro comigo, só ando com o cartão de crédito e, para me prevenir de clonagens de cartão, fico observando a movimentação do funcionário para ver se não estão retirando dinheiro de mim'', conta.
O assistente administrativo Jefferson Cunha Gomes da Silva procura fazer tudo pela internet para evitar ir ao banco. ''Procuro tomar cuidado com o meu computador e atualizar constantemente o anti-vírus para evitar que eles roubem os meus dados'', destaca. Quando precisa sacar dinheiro ele ressalta que procura ir às agências em horários em que elas não estão movimentadas. ''Também não aceito a ajuda de ninguém quando estou no caixa eletrônico.'' (Colaborou Vítor Ogawa/Reportagem Local)


