Ação de bloqueio começa na zona sul
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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019
Simoni Saris<br>Reportagem Local 

A partir desta segunda-feira (11), a secretaria municipal de Saúde irá intensificar as ações de combate ao Aedes aegypti na zona sul de Londrina. Serão 130 agentes de endemias que irão vistoriar mais de 27 mil imóveis com o objetivo de erradicar os criadouros do mosquito transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela. A zona sul é a região de Londrina com maior número de casos confirmados da doença em 2018. Dos 44 casos registrados, 39 estão naquela região, especialmente na área de abrangência da UBS (Unidade Básica de Saúde) do jardim Itapoã. Na terça-feira (12), também devem começar a circular pelas ruas os carros do fumacê.
As atividades de combate ao mosquito transmissor da dengue terão início às 8 horas, em frente à UBS Pind (Parque das Indústrias) e irão se estender aos bairros: jardim União da Vitória 1, 2 e 3; jardim Santa Joana; conjunto Novo Perobal; conjunto São Lourenço; jardim São Marcos; parque residencial Campos Elísios; conjunto Saltinho; Parque das Indústrias; parque Ouro Branco; jardim Piza; jardim Roseira; jardim Califórnia; jardim San Fernando; jardim Monte Belo; conjunto Cafezal 1,2 e 3; conjunto Alto do Cafezal e jardim Acapulco.
Os agentes de endemias farão uma ação de bloqueio, com a erradicação dos focos do mosquito, orientação da população sobre as formas de combater o vetor e aplicação de larvicidas e inseticidas, para eliminar as larvas e os mosquitos adultos. O primeiro Liraa (Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti) do ano, divulgado em 22 de janeiro, apontou um índice de infestação do mosquito de 7,9% no município. De cada cem casas visitadas pelas equipes da secretaria, oito tinham a presença do inseto. Na lista por regiões, a zona sul tinha o maior índice de infestação, com 9,38%
O levantamento mostrou ainda que 80% dos focos do mosquito estão dentro das casas e nos quintais dos londrinenses. Os agentes farão a remoção dos criadouros, como vasos de plantas, recipientes plásticos, latas e pneus, e aplicarão um veneno que elimina os insetos na fase adulta. Na semana passada, entre segunda (4) e sexta-feira (8), as ações foram reforçadas em bairros da zona leste.
RISCO DE EPIDEMIA
Além dos números indicarem um alto risco de ocorrência de uma epidemia de dengue em Londrina, há uma preocupação a mais para a secretaria de Saúde, que é a constatação da circulação dos sorotipos da dengue 1 e 2, o que eleva as chances de complicações em caso de contaminação. Os 44 casos confirmados desde 1º de janeiro já superam o número total de confirmações em todo o ano passado, quando 43 pessoas foram infectadas. O município viveu sua última epidemia de dengue em 2016, quando a secretaria de Saúde computou cinco mil confirmações da doença, dos quais 29 pacientes tiveram complicações e dois morreram.
"Desde agosto e setembro do ano passado a Sônia (Fernandes, gerente de Vigilância em Saúde da secretaria) vem alertando sobre os riscos de epidemia. A cada boletim, nos aproximamos mais de uma epidemia e agora existe a chance de as pessoas contraírem os dois tipos de dengue e terem complicações", disse o secretário municipal de Saúde, Felippe Machado, na última sexta-feira durante evento promovido pela secretaria municipal de Educação para entregar a diretores de escolas um gibi que deve servir como apoio na conscientização das crianças sobre os perigos da dengue. (leia mais nesta página)
Machado lembrou ainda que o Paraná registrou neste ano três casos de febre amarela, o que requer ainda mais cuidados da população com a limpeza dos quintais para combater os focos do mosquito. "O poder público vai chegar ao extremo de recolher lixo nas casas dos londrinenses", destacou o secretário. "O descarte de lixo irregular é um grande problema no município e se alguém vir uma pessoa descartando lixo em fundos de vale ou outra área, deve acionar a Guarda Municipal pelo número 153. A CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) pode multar a pessoa, mas tem que ter o flagrante", orientou Sônia Fernandes.
FUMACÊ
A Sesa (Secretaria Estadual de Saúde) confirmou o envio de dez carros de fumacê para Londrina. Eles deverão começar a operar simultaneamente nesta terça-feira (12). Segundo Machado, os roteiros serão estabelecidos a cada dia, mas é certo que as zonas sul e leste serão atendidas primeiro. "Mas o fumacê vai percorrer toda a cidade, das 6 às 10h e a partir das 16h30, podendo ir até as 23h, que são os horários de maior circulação do mosquito", explicou o secretário.
A orientação para a população é deixar as janelas e portas abertas durante a aplicação do fumacê para o veneno penetrar no interior das casas. Alimentos e bebidas - tanto de humanos quanto de animais - deverão ser cobertos e quem tiver aves deve mantê-las em gaiolas cobertas com panos molhados.
Carros do fumacê também serão enviados pela Sesa a outros três municípios do Estado onde o número de casos de dengue está crescendo e o inseticida funcionará como uma ação de bloqueio para prevenir uma infestação maior do mosquito. O fumacê será feito em Antonina (Litoral), Capanema e Santa Izabel do Oeste (Sudoeste).


