Ação de aposentados pode provocar outro rombo de mais de R$ 700 milhões
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 24 de setembro de 1999
Por Denise Bacoccina 
São Paulo, 25 (AE) - Uma ação trabalhista coletiva, movida por um grupo de 7.554 aposentados, pode provocar um rombo de mais R$ 700 milhões no Banespa. A ação reclama o pagamento da gratificação semestral paga pelo banco aos funcionários em janeiro e julho desde 1953. Desde a intervenção do Banco Central no Banespa, em 30 de dezembro de 1994, a gratificação caiu de um salário integral para 5% do valor do salário nos anos de 1996 e 1997 e deixou de ser paga a partir de 1998.
"Esse valor não está provisionado no balanço, mas os compradores do Banespa terão de pagar se o banco perder a ação"
diz o advogado que entrou com a ação, Roberto Gaudio, ex-advogado do Banespa e diretor do Baneser entre 1982 e 1987, quando se aposentou. No balanço de 98, a provisão para passivos trabalhistas é de R$ 150 milhões. A gratificação também não foi paga aos funcionários da ativa, mas eles não participam da ação por medo de retaliação, já que ela inclui procuração de todos os integrantes.
Além da ação do grupo de aposentados, o Sindicato dos Bancários de São Paulo coordena outras duas ações civis públicas. Uma delas, em nome dos funcionários da ativa, reivindica gratificação. A outra é dos aposentados, que também querem o pagamento da participação nos lucros e resultados (PLR)
que vem sendo paga apenas aos funcionários da ativa.


