Porto Alegre, 24 (AE) - A delegacia do Ministério da Agricultura no Rio Grande do Sul deverá iniciar, após o Natal, uma ação em caráter de urgência para encontrar e destruir lavouras comerciais de soja transgênica (geneticamente alterada) no Estado. A operação está sendo montada em cumprimento a decisão judicial que determinou, na quarta-feira, a imediata apreensão e queima do produto. Além do contingente regular de 20 fiscais que trabalham nos postos de fronteira, seis funcionários extras foram designados para a tarefa. Alguns tiveram as férias canceladas para poder atuar na fiscalização, informou o chefe da seção de vigilância fitossanitária do ministério no Estado, José Ribamar Costa Júnior, que vai coordenar a ação.
Os procedimentos administrativos já começaram - os técnicos destacados estão sendo treinados. Os fiscais receberão o reforço de seis policiais federais, conforme manda a sentença do juiz Antônio de Souza Prudente, da 6ª Vara Federal, em Brasília. Os agentes poderão fazer prisões em flagrante se a decisão for descumprida. A soja transgênica não tem autorização para plantio comercial no País. "Recebemos ordem da Secretaria de Defesa Agropecuária, que determinou uma ação de urgência", explicou Costa Júnior. "Vamos coletar mudas, pois a soja já está plantada", explicou.
A operação especial se somará à fiscalização rotineira. "Fizemos mais de 200 ações este ano", observou. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) de Passo Fundo (RS) analisa atualmente cerca de oito amostras de soja. Os resultados são esperados para o começo de janeiro.

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