São Paulo, 06 (AE) - A ação civil que levou ao embargo dos bens do presidente da CDHU, Goro Hama, foi aberta com base em inquérito civil do Ministério Público Estadual que apurou suspeita de ilegalidade dos pagamentos de comissões feitos pela Cosesp à empresa Inter Corretora de Seguros. Pelo processo, a CDHU enviou ofício à Cosesp estabelecendo que a corretagem da apólice de seguro habitacional deveria ficar a cargo da Inter - a intermediação da corretora na apólice é apontada como ilegal.
Também são réus o diretor financeiro da CDHU, Luiz Carlos Espíndola, o ex-diretor de obras Antonio Francisco Ribeiro Júnior, o ex-presidente da Cosesp João Leite Neto e seus ex-diretores financeiro João Gilberto Bellatala Rossi e de seguro rural João Martini Neto. A ação foi aberta pelo promotor Nilo Spinola Salgado Filho. Procurado pela reportagem, o promotor recusou-se a comentar a decisão do Tribunal de Justiça.
Em sua defesa nos autos, Goro Hama negou ter qualquer participação no fato de a Inter ter intermediado a apólice de seguro. A assessoria do presidente da CDHU alega que ele teria sido vítima de uma fraude, pois o ofício encaminhado à Cosesp teria sido falsificado.
Goro afirma que assinou o documento sem o último parágrafo, que contém a indicação da corretora. Para a Promotoria de Justiça da Cidadania, "os fatos são graves e bem demonstram a absoluta falta de distinção que os réus fazem do que é público com o que é privado".

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