Ação à força tem 1º dia só com internação a pedido de parentes
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terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Tiago Dantas e<br>William Cardoso<br>Agência Estado 
São Paulo - O primeiro dia do plantão judiciário na cracolândia, centro de São Paulo, terminou sem nenhuma internação à força. Até as 18 horas de ontem, dois viciados levados por familiares ao Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod) foram internados sem passar pela avaliação da Justiça.
Pelo menos 20 usuários de drogas foram internados por iniciativa própria, após contato com atendentes da Missão Belém. A entidade da Igreja Católica firmou parceira com o governo do Estado de São Paulo em dezembro para trabalhar na abordagem de dependentes químicos, com o objetivo de convencê-los a buscar tratamento.
Se por um lado não registrou muitas internações na estreia, a força-tarefa criada para julgar casos graves de viciados serviu para chamar a atenção de pessoas com problemas de drogas na família e de movimentos sociais que lutam contra as internações compulsórias e involuntárias.
O serviço de internação compulsória foi procurado por ao menos oito mães, com a esperança de que seus filhos pudessem receber tratamento médico. Parte delas saiu frustrada ao ser aconselhada a visitar unidades médicas em seus bairros. Apenas uma mulher deixou o Cratod com a certeza de que sua filha, uma adolescente de 16 anos, ficaria internada. Após conversar com médicos e assistentes sociais, a jovem concordou com o tratamento. "Esse caso nem chegou a ser avaliado pela Justiça. A única coisa que precisamos acompanhar foi a procura por uma vaga para ela", afirmou o juiz Iasim Issa Ahmed, responsável pelo plantão.
Um aposentado de 62 anos, levado pela filha ao Cratod, foi o outro caso de internação do dia. Ele ficaria em observação durante a noite. Psicólogos disseram à família que hoje seria confirmada a internação involuntária, já que o paciente não quer o tratamento. O caso deve ser relatado ao Ministério Público, mas não precisa ser julgado.



