Curitiba - A ouvidora agrária nacional adjunta, Maria de Oliveira, sela na próxima terça-feira o acordo entre os proprietários do complexo Cajati formado por fazendas pertencentes ao Grupo Festugato , da Fazenda Castelo e das cerca de 1,5 mil famílias acampadas no local. Desde o último fim de semana, o clima era de intranquilidade. Os ruralistas acusavam os sem-terra de retirar cerca de 650 bovinos da propriedade e de invadir a Fazenda Castelo para plantar safra de subsistência. Havia a ameaça de conflito armado. ''Chegamos aqui no distrito de Rio do Salto, em Cascavel, num momento pesado, de muita tensão, mas conseguimos um entendimento'', declarou.
Está sendo preparado um documento de comodato para as famílias acampadas numa área de cerca de 90 alqueires (2,1 milhões de metros quadrados). Somente o complexo Cajati tem 17,5 mil alqueires. O comodato será válido por seis meses. ''Eles poderão ficar lá para plantar arroz, feijão e milho. É uma forma de garantir o acampamento até que o Incra possa oferecer terras para o assentamento definitivo das famílias'', analisou ela.
O governo federal será responsável pelo financiamento do acampamento (remédios, alimentação, recursos para safra) e o governo estadual deverá fornecer o óleo diesel para o preparo do solo. ''A miséria nesse acampamento é grave. É de nossa responsabilidade dar uma solução para o problema'', considerou Maria de Oliveira.

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