Acampados pedem solução para conflitos no campo
Acampados pedem solução para conflitos no campo
Kraw PenasMário Padilha acampa com toda a família: Vim lutar pela terraCom cobertores e pequenas fogueiras, os sem-terra improvisaram o acampamento e prometem não deixar a Praça Nossa Senhora da Salette, no Centro Cívico, até que o Estado dê uma solução concreta para a reforma agrária no Paraná. Entre os acampados, está o agricultor Edson Tavares, de 23 anos. Ele, a mulher Sonia Tavares, 22, e a filha Carolina (de apenas 7 meses), saíram do assentamento Paulo Freire, em Querência do Norte, no domingo. A intenção é garantir infra-estrutura para o acampamento que divide com outras 46 famílias sem-terra.
Não temos água, nem qualquer tipo de infra-estrutura no acampamento, passamos dificuldades e precisamos que algo seja feito urgentemente para regularizar nossa situação, afirmou ele. Tavares mora no acampamento Paulo Freire há um ano e quatro meses. Antes, ele trabalhava em propriedades particulares, mas disse que desistiu por falta de terra para produzir. Não tínhamos mais lugar para plantar e em alguns meses chegamos a passar fome. O agricultor Mário Sérgio Padilha, de 30 anos, trouxe a família inteira para acampar em Curitiba durante o protesto dos sem-terra. Ele está acampado há quatro meses na Fazenda Contestado, na Lapa, região Sul do Estado. Antes de ir para o acampamento, ele trabalhava nas roças da região com o plantio de milho, arroz e feijão.
Fiz este trabalho enquanto tinha terra para plantar, argumentou ele. Padilha divide o acampamento na Lapa com outras 80 famílias sem-terra. Vim para cá para lutar pela terra de todos nós e só sairei de Curitiba quando isso tiver concretizado, afirmou ele. Mesmo que eu tenha que plantar arroz e feijão aqui mesmo. L.P.





