A primeira academia de polícia do interior do Estado já funciona acima da capacidade, cinco meses após entrar em operação e menos de um mês depois da inauguração oficial.
Projetada para abrigar até 240 alunos, a Escola de Formação, Aperfeiçoamento e Especialização de Praças (Esfaep 2) em Maringá (Noroeste) já conta com 290 matriculados mesmo com a estrutura ainda incompleta. A direção da escola garante que a demanda maior que a prevista não compromete a qualidade do ensino na unidade.
A previsão é que a primeira turma de bombeiros e soldados da escola se forme em fevereiro, após nove meses e 1.400 horas de estudos em 40 disciplinas. Fazem parte da turma 200 alunos aprovados no último concurso da Polícia Militar.
Após a formatura, o contingente deve reforçar o efetivo nas regiões Noroeste e Norte do Estado. A unidade também oferece cursos para aprovados - uma turma de 30 alunos - no mais recente concurso dos bombeiros.
Em recente visita a Londrina, o governador Beto Richa e a cúpula da segurança pública informaram que outras escolas devem ser implantados no interior até o final do governo, em 2014. Mas o plano não foi detalhado e ainda não há informações se a região de Londrina também pode receber o investimento.
Além de ser fundamental na formação dos novos policiais, a escola também ajuda na descentralização dos cursos de treinamento dos oficiais. Na academia maringaense também é possível ver policiais experientes se esforçando em aulas de atividade física no pátio, mesmo sob chuva fina. São homens experientes, com mais de 20 anos de corporação em média, oficiais que querem avançar na carreira.
Eles estão fazendo o CAS, Curso de Aperfeiçoamento de Sargento, o primeiro fora da tradicional Academia Policial do Guatupê, em São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba), que funciona desde a década de 1930 e que até maio era a única estrutura exclusiva de formação para policiais no Estado. Entre os 60 alunos do CAS, metade são bombeiros.
O curso dura quatro meses e atrai principalmente oficiais de municípios das regiões mais próximas, que antes da unidade no interior, tinham que passar longas temporadas na região metropolitana da capital, longe da família. Hoje podem se deslocar diariamente da casa para a escola em viagens bem mais curtas.
O governo estadual também planeja criar um curso de especialização para cabos, que hoje tem como única opção o internato do Guatupê para fazer a especialização.

Diversidade de disciplinas
Em todos os cursos, o corpo docente é formado por policiais que estão na ativa ou na reserva. Soldados e oficiais que se destacam em alguma habilidade técnica ou intelectual são convidados a integrar um cadastro estadual.
De acordo com o comandante da escola, o capitão Ademir Fonseca Junior, o que caracteriza a formação do policial é a diversidade de disciplinas e a abrangência do curso. 'Queremos que a escola em Maringá seja também uma referência para o conhecimento na área policial. Em breve, teremos uma biblioteca com um acervo técnico capaz de abastecer todos os cursos'', conta o capitão, que ensina técnicas para distúrbios civis.

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